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A CRIADA

(Ah-ga-ssi, 2016)

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06/01/2017 14h49
por Daniel Reininger

Park Chan-wook, diretor do clássico Oldboy, adapta o romance da britânica Sarah Waters, originalmente ambientado na Inglaterra, como uma violenta história de três pessoas tentando escapar das circunstâncias opressoras sob as quais nasceram. Tudo isso em meio à Coreia dos anos 30, época em que o país estava ocupado pelos japoneses.

A narrativa acompanha Lady Hideko, uma jovem japonesa rica, educada por seu tio abusivo para ser sua futura esposa. Tudo muda quando um coreano charlatão se passa por nobre japonês para conseguir roubar o coração da garota e passar a mão no dinheiro da herança, tudo com a ajuda da nova dama de companhia da ricaça, a ladra Sook-he.

A trama abusa das reviravoltas surpreendentes, sem deixar de lado muita sensualidade e, é claro, violência, marca registrada do diretor. Cada tomada é pensada de forma que todos os elementos na tela ajudem a garantir o máximo de beleza, com planos espetaculares. Tudo fica melhor com atuações convincentes do ótimo elenco.

A dança dos corpos, uma das grandes habilidades de Park Chan-wook, é levada a um novo nível, não só nas cenas de sexo, mas também na interação entre os personagens e na linguagem corporal de cada um.

Além disso, Park Chan-wook mostra sua qualidade como diretor ao organizar a história, dividida em três atos, contando diferentes lados da trama, de forma fluida e capaz de deixar os espectadores interessados e curiosos ao longo de todo filme.

Com trilha sonora de arrepiar e visual incrível, A Criada, é, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano e merece ser visto não só pela qualidade técnica, mas também pela narrativa firme, ótimo desenvolvimento de personagens, mistério e impacto causado pela trama. Sem deixar momentos de bom-humor de lado. 

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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