A DAMA DOURADA

A DAMA DOURADA

(Woman in Gold)

2015 , 109 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/08/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Simon Curtis

    Equipe técnica

    Roteiro: Alexi Kaye Campbell

    Produção: David M. Thompson, Kris Thykier

    Fotografia: Ross Emery

    Trilha Sonora: Hans Zimmer, Martin Phipps

    Estúdio: 2nd District Filmproduktion, BBC Films, Origin Pictures

    Montador: Peter Lambert

    Distribuidora: Diamond Filmes

    Elenco

    Allan Corduner, Antje Traue, Charles Dance, Daniel Brühl, Elizabeth McGovern, Frances Fisher, Helen Mirren, Henry Goodman, Katie Holmes, Max Irons, Moritz Bleibtreu, Nina Kunzendorf, Ryan Reynolds, Tatiana Maslany, Tom Schilling

  • Crítica

    12/08/2015 14h36

    As grandes tragédias da humanidade causam consequências imediatas e reverberações tardias. Sobre Segunda Guerra Mundial, o drama A Dama Dourada mostra esses dois tipos de males na mesma história e o resultado é um banho de emoção.

    Baseado em uma história real, o roteiro se passa nos anos 1990, quando Maria (Helen Mirren, de A 100 Passos De Um Sonho) entra em contato com o advogado Randy (Ryan Reynolds, de Deadpool) com um pedido grandioso: devolver a sua família a posse do quadro de Klimt que dá nome ao filme. A pintura é o retrato da tia de Maria (Antje Traue, de O Sétimo Filho), que foi encomendada ao artista no período entre guerras.

    Maria é uma austríaca judia que fugiu para os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Na opressão dos nazistas, o quadro foi retirado da casa da família dela e depois entregue a uma galeria.

    A grandiosidade da missão se explica porque a obra de Klimt é considerada "a Monalisa da Áustria", como diz o jornalista Hubertus (Daniel Brühl, de O Homem Mais Procurado) que ajuda a dupla de protagonista. Portanto, as batalhas jurídicas se dão contra o governo e se arrastam por anos.

    A disputa pela pintura representa a reverberação tardia à perseguição nazista aos judeus. Ao mesmo tempo, A Dama Dourada mostra as consequências imediatas dos sonhos megalomaníacos de Hitler com flashbacks da juventude de Maria, quando é interpretada por Tatiana Maslany (da série Orphan Black). É nesse vai e vem cronológico que o longa perde o ritmo.

    As manobras inteligentes que Randy executa para continuar na luta são instigantes o suficiente para manter o espectador ligado à história. Aparentemente, o filme não acredita no roteiro de seu próprio roteiro e insere os tais flashbacks emotivos com um tema praticamente infalível no cinema. Apesar de retratarem momentos-chave de sua jornada pessoal, as lembranças de Maria se alongam e tiram o foco do que deveria ser o centro da dramaturgia. Isso sem trazer qualquer elemento novo ao tema do Holocausto, explorado à exaustão em inúmeros filmes.

    É compreensível a inclusão de dramas mais pessoais em um filme de tribunal para temperar a história. No caso de A Dama Dourada, tais conflitos não precisam ser buscados no passado. A própria relação barulhenta entre os dois protagonistas funciona como alívio cômico. Por outro lado, as dificuldades que Randy enfrenta por se dedicar demais ao trabalham funcionam no sentido de humanizar a trama – nesse ponto entra em cena o apoio moral de sua esposa (Katie Holmes, de  O Doador De Memórias).

    A escolha questionável só atesta a força da história principal do filme. O incômodo causado pelo prolongamento das memórias de Maria são prova de que o interesse está no desfecho da batalha judicial. No entanto, essa estrutura narrativa vai levar um público mais amplo ao cinema para conferir o longa.

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