A DAMA NA ÁGUA

A DAMA NA ÁGUA

(Lady In The Water)

2006 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 01/09/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • M. Night Shyamalan

    Equipe técnica

    Roteiro: M. Night Shyamalan

    Produção: M. Night Shyamalan, Sam Mercer

    Fotografia: Christopher Doyle

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Warner Bros

    Elenco

    Bryce Dallas Howard, Ethan Cohn, Jessica Graham, John Boyd, Monique Curnen, Paul Giamatti, Rich Bryant, Tim Fash

  • Crítica

    01/09/2006 00h00

    As primeiras cenas de A Dama na Água são constituídas por uma animação que conta o que seria uma lenda antiga, sobre um mundo aquático. O roteiro do filme, no entanto, não é baseado numa lenda, mas sim em história de ninar criada por M. Night Shyamalan, que exerce o papel de diretor, roteirista, produtor e ator nesta sua nova produção. Apesar de permeada por criaturas e acontecimentos fantásticos, não se trata de uma história infantil, mas sim de um conto de fadas capaz de dialogar melhor com o público adulto.

    Os acontecimentos giram em torno do solitário Cleveland Heep (Paul Giamatti), zelador de um prédio residencial na cidade norte-americana de Filadélfia. Toda a ação se passa nesse complexo de apartamentos a partir de sua piscina. É de lá que surge Story (Bryce Dallas Howard), uma jovem misteriosa que logo é acolhida por Heep. Sem entender, afinal, quem é aquela menina, ele tenta ajudá-la a voltar para casa, mal sabendo que ela fica no fundo da piscina. Com a ajuda de sua vizinha descendente de chineses Young Soon (Cindy Cheung), descobre que Story é um ser mágico e aquático que povoou histórias de ninar dos antepassados orientais da menina. Seguindo as histórias contadas pela mãe de Young, Heep se vê numa verdadeira gincana para proteger Story e fazem com que as profecias da história sejam realizadas.

    A Dama na Água tem dividido público e crítica. Uns adoram, outros detestam. Para quem espera os finais surpreendentes dos filmes anteriores de M. Night Shyamalan, como O Sexto Sentido (1999), deve se decepcionar. Aqui, o cineasta prende-se muito mais à condução da história e no encantamento junto ao espectador do que ao seu desfecho propriamente dito. No quinto longa de sua carreira, Shyamalan constrói toda a atmosfera da história, trazendo o espectador para dentro do filme, envolvendo-o de forma mágica.

    Com A Dama na Água, o diretor tenta sair do próprio ciclo que criou ao revolucionar o cinema contemporâneo com seu primeiro filme. Shyamalan sobre da "síndrome do primeiro filme", pois, desde então, não conseguiu causar tanto impacto na indústria cinematográfica. Por isso, é cobrado, tanto pelo público quanto pelos críticos. Mas, com A Dama na Água, ele não deve parar de receber cobranças. Mas será que é isso que importa a ele? Neste longa, o diretor mostra muito mais a cara (literalmente, já que seu papel frente as câmeras é bem maior do que nos filmes anteriores) e parece estar disposto a encarar os críticos de frente, ensaiando até uma "vingança" bem-humorada para os que não apreciam seu trabalho.

    Dispensando um final mirabolante, Shyamalan tenta firmar-se como realizador. Mostrando uma direção segura e fluida, que dialoga muito bem com a bela fotografia do australiano Christopher Doyle (2046), A Dama na Água ainda conta com uma ótima atuação de Paul Giamatti. Colocando em pauta a questão da predestinação e o papel que cada um desempenha no mundo, o diretor constrói uma bela fábula que, com toques de bom humor, também trabalha a redenção e o perdão.

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