A DANÇARINA E O LADRÃO

A DANÇARINA E O LADRÃO

(El baile de la Victoria)

2009 , 127 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 30/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Fernando Trueba

    Equipe técnica

    Roteiro: Antonio Skármeta, Fernando Trueba, Jonás Trueba

    Produção: Jessica Huppert Berman

    Fotografia: Julián Ledesma

    Estúdio: Fernando Trueba Producciones Cinematográficas S.A

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Abel Ayala, Ariadna Gil, Julio Jung, Luis Dubó, Luis Gnecco, Marcia Haydée, Mariana Loyola, Mario Guerra, Miranda Bodenhofer, Ricardo Darín

  • Crítica

    28/03/2012 19h00

    A Dançarina e o Ladrão se parece com um presente barato, do qual você não precisa, mas embrulhado numa embalagem tão sofisticada que por um momento tem-se a impressão de se estar diante de uma preciosidade. Uma comédia dramática com certa aura de realismo mágico que almeja muito mais do que aquilo que realmente consegue transmitir.

    O roteiro do diretor espanhol Fernando Trueba (Quero Dizer que te Amo), de seu filho Jonás Trueba e de Antonio Skármeta é inspirado na obra homônima do escritor chileno lançada em 2003. Não tive a oportunidade de ler o livro, então não sei até que ponto do filme toma liberdades. O fato é que essa adaptação faz uma mistura de gêneros mal azeitada onde sobra pretensão e falta talento para manter a coesão. Por mais que Trueba se esforce para fazer a amálgama dar certo, A Dançaria e o Ladrão, no final das contas, é um filme sem norte. E assim segue, perdido, até o final.

    Visualmente de encher os olhos – a fotografia aqui faz parte do soberbo embrulho -, o longa começa com a notícia de que o governo chileno, agora democrático, decidiu anistiar diversos presos do país. Em consequência, voltam à liberdade Angel Santiago (Abel Ayala), um bandidinho de pouca importância, e Nicolás Vergara Grey (Ricardo Darín), famoso ladrão de cofres e caixas fortes.

    Os dois ainda não se conhecem pessoalmente, mas Ángel carrega um plano criminoso que envolve Vergara Grey. Este sai da cadeia com a intenção de se aposentar, com a esperança de recuperar sua família e o dinheiro do último roubo, mas descobre que as coisas mudaram bastante durante seu tempo na cadeia. Ángel, por sua vez, em seu primeiro dia livre, conhece Victoria Ponce (Miranda Bodenhofer), uma dançarina de rua com um passado que decide ajudar.

    Insistindo em vão em alcançar harmonia e poesia com suas belas imagens destituídas de um história coesa, Trueba apela para o sentimento do público para não perdê-lo, forçando situações de suposto peso dramático para conquistar o coração da audiência. Alguns desses momentos soam ridículos, como a sequência em que os personagens de Ricardo Darin e Ariadna Gil conversam mentalmente. Outros, amadores, como a demonização dos professores de uma escola de balé que avaliam Victoria. Mais uma artimanha a compor o pomposo pacote do filme.

    A suposta sensibilidade buscada por A Dançaria e o Ladrão nunca é achada. Sua riqueza de imagens se confronta com uma narrativa lamentável e irregular. Depois de aberto o embrulho, a surpresa é nada agradável.



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