A DATILÓGRAFA

A DATILÓGRAFA

(Populaire)

2012 , 105 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 24/05/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Régis Roinsard

    Equipe técnica

    Roteiro: Daniel Presley, Régis Roinsard, Romain Compingt

    Produção: Alain Attal

    Fotografia: Guillaume Schiffman

    Trilha Sonora: Emmanuel D’Orlando, Rob

    Estúdio: La Compagnie Cinématographique Européenne, Les Productions du Trésor, Panache Productions

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Benjamin Bernard, Bérénice Bejo, Caroline Tillette, Déborah François, Dominique Reymond, Eddy Mitchell, Emeline Bayart, Féodor Atkine, Frédéric Pierrot, Jeanne Cohendy, Joan Mompart, Lena Friedrich, Marius Colucci, Mélanie Bernier, Miou-Miou, Nastassja Girard, Nathan Rippy, NIcolas Bedos, Romain Duris, Serpentine Teyssier, Shaun Benson, Yannik Landrein, Yvonne Gradelet

  • Crítica

    24/05/2013 18h12

    Por Daniel Reininger

    A Datilógrafa é muito mais divertido e vibrante do que um filme sobre campeonatos de digitação nos anos 50 deveria ser. Mistura nostálgica de comédia romântica e competição esportiva, esta colorida produção francesa é leve e, mesmo com sua história direta e sem surpresas, consegue empolgar.

    O romance entre Rose e Louis é o fio condutor da trama, mas as sessões de digitação roubam a atenção. A preparação da "atleta" é digna de Uma Menina de Ouro ou Karate Kid, em que o jovem aprendiz atura provações do treinador obstinado para conseguir resultados. Durante os torneios, o diretor Régis Roinsard consegue nos surpreender com a ótima montagem, capaz de deixar as disputas emocionantes e compreensíveis.

    O roteiro simples segue fórmulas consagradas ao colocar uma garota do interior em busca de seus sonhos na cidade grande, até que ela se apaixona por seu chefe e decide fazer de tudo por ele. A narrativa linear e sem grandes reviravoltas é compensada pelo ótimo trabalho dos atores Romain Duris e Déborah François. É possível perceber a química entre os dois desde a primeira cena juntos, com toda a inocência dos anos 50, claro.

    Embora as cenas "esportivas" ajudem a manter o bom ritmo, a tensão sexual não resolvida entre os protagonistas tende a cansar um pouco perto do final. Parece que as ideias para o romance acabaram e o cineasta precisou recorrer a repetições para manter o clima vivo. Sorte que nesse ponto estamos envolvidos com o possível sucesso de Rose.

    Para ajudar, a direção de arte e figurinos são impecáveis. Os elementos de cena são detalhados e misturam o visual de filmes da época e a nossa percepção atual sobre o período. A fotografia reforça essas características e, em muitos momentos, imita as tomadas de câmera de Hitchcock, em especial de Um Corpo que Cai, e as cores vivas de Vincente Minnelli, como vistas em Gigi.

    A nostalgia toma conta de A Datilógrafa também em seu estilo narrativo. O cineasta fez um grande trabalho para simular as ideias e atitudes da era Pós-guerra, principalmente a nova posição conquistada pelas mulheres na sociedade. Entretanto, não há espaço para discussões ou novas interpretações do tema, afinal a intenção é divertir e não discutir momentos históricos.

    Quem não está acostumado com o estilo francês de fazer cinema pode ficar sossegado, pois o ritmo desta produção está mais próximo das obras norte-americanas. Se a ideia é assistir uma comédia romântica com algo além do convencional, a história da garota do interior que se tornou celebridade com sua máquina de escrever é uma boa pedida.

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