A DELICADEZA DO AMOR

A DELICADEZA DO AMOR

(La Délicatesse)

2011 , 108 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 25/05/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Foenkinos, Stéphane Foenkinos

    Equipe técnica

    Roteiro: David Foenkinos

    Produção: Marc-Antoine Robert, Xavier Rigault

    Fotografia: Rémy Chevrin

    Estúdio: 2.4.7. Films, Banque Postale Image 4, Canal+, Ciné, France 2 Cinéma, La Compagnie Cinématographique Européenne, Palatine Étoile 8, Panache Productions, StudioCanal

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Agnes Bouille, Alexandre Pavloff, Ariane Ascaride, Asa Verdin Kallman, Audrey Fleurot, Audrey Marnay, Audrey Tautou, Bénédicte Ernoult, Benoît Pétré, Bruno Todeschini, Charley Fouquet, Christophe Malavoy, Claire Baschet, Dan Dan Lau, Denise Durand, Émilie Simon, Fanny Crawford, François Damiens, Gabrielle De Conti, Gwendoline Gouvernee, Hocine Djabella, Jérôme Domenge, Joséphine de Meaux, Joy Wielard, Lara Suyeux, Léonie Fatoumata Traoré, Louise Gaubert, Louise Ressort, Maëva Lefebvre, Marc Citti, Mélanie Bernier, Michaël Bensoussan, Monique Chaumette, Moritz Parisius, Nadège Perrier, Nicolas Guimbard, Olivier Cruveiller, Philippe Hagège, Philippe Petit, Philippine Berlioz, Pio Marmaï, Pom Klementieff, Prescillia Andreani, Renan Carteaux, Roland Menou, Ronny Pong, Sasha Spielberg, Sébastien Thiery, Sofia-Maria, Stellan Sundlof, Violette Renard, Vittoria Scognamiglio, Yamina Meghraoui

  • Crítica

    17/05/2012 11h22

    Sempre lembrada por seu papel em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), Audrey Tautou tem um encanto próprio. Os grandes olhos negros, o sorriso tímido, o jeito sonhador e um ar sutil de deslocamento fazem parte desse encanto e contribuem para a que atriz francesa seja frequentemente chamada para papéis em histórias românticas. É mais uma dessas histórias que ela protagoniza em A Delicadeza do Amor.

    Delicadeza é o termo certo para descrever a forma como Nathalie (Audrey Tautou) lida com os caminhos inesperados de sua vida. De vendedora de programas de peças de teatro a um emprego promissor; de um casamento apaixonado à perda repentina; do luto doloroso a uma tentativa de restauração de seu afeto. Será este o inconstante trajeto de Nathalie, no qual a delicadeza estará sempre presente.

    Contudo, mesmo recheado de uma beleza romântica bem colocada, a sinuosidade dos caminhos da personagem fazem enfraquecer o filme, tornando-o irregular. Alternam-se momentos absolutamente sublimes – como o belíssimo e poético desfecho – com outros cheios de clichês românticos.

    A falha mais evidente está no roteiro, que dá uma série de voltas que não levam a lugar algum. Há uma intenção de criar um clima de estranheza, fazendo da história de Nathalie algo inusitado e fora dos padrões. A intenção é boa, pois desvincula o filme de roteiros previsíveis e personagens estereotipados. Contudo, pela dosagem exagerada, tem-se em alguns momentos a impressão de que a história se perdeu.

    O que ameniza esse descompasso no ritmo do filme é a entrada de Markus (François Damiens). Ele é o estranho colega de trabalho de Nathalie, um sueco desajeitado que vive na França. É este personagem o grande achado do filme, que cresce sempre que ele está em cena. Com jeito meio abobado e compartilhando de uma ingenuidade delicada, surgirá entre ele e a protagonista uma química improvável. E também as tiradas mais divertidas do filme.

    Sem os rodeios que tanto dispersam a trama, A Delicadeza do Amor poderia ser uma obra menos irregular e mais consistente. Mas mesmo com tantas falhas, a presença sempre bem temperada de Audrey Tautou e a espirituosa surpresa da atuação de François Damiens salvam o filme, impedindo um desastre açucarado e piegas. Nos momentos que acerta, é divertido, bonito e até poético.

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