A ENFERMEIRA BETTY

A ENFERMEIRA BETTY

(Nurse Betty)

2000 , 110 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Neil LaBute

    Equipe técnica

    Roteiro: James Flamberg, John C. Richards

    Produção: Gail Mutrux, Steve Golin

    Fotografia: Jean-Yves Escoffier

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Elenco

    Aaron Eckhart, Allison Janney, Chris Rock, Greg Kinnear, Harriet Sansom Harris, Morgan Freeman, Renée Zellweger

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de ser exibido na Mostra Internacional de São Paulo do ano passado, finalmente chega ao circuito comercial a divertida comédia A Enfermeira Betty, com Renée Zellweger no papel-título. Com muito humor e carisma, Renée interpreta uma garçonete de uma pequena cidade do interior do Estados Unidos. Ela encontra nas telenovelas a fuga ideal para tentar esquecer o seu péssimo casamento com Del (Aaron Eckhart), um fracassado vendedor de automóveis.

    Esta fuga, porém, assume proporções impensáveis. Certa noite, ao mesmo tempo em que assiste à sua novela favorita, Betty presencia um violento assassinato que acontece dentro de sua casa. Realidade e ficção se misturam em sua mente. Levando sua fuga a limites extremos, Betty sofre uma espécie de colapso, passa a negar a realidade e se apaixona perdidamente pelo Dr. David Ravell (Greg Kinnear), ninguém menos que o seu galã favorito.

    A simples garçonete se transforma então na “enfermeira” Betty Sizemore, uma personagem de novela disposta a tudo para reconquistar o amor de sua vida, o próprio Dr. Ravell. Totalmente confusa, a garçonete/enfermeira sai pelo país em busca da sua paixão perdida. Sem saber que os assassinos – na vida real – do crime que ela testemunhou estão em seu encalço.

    Com muito humor negro, o filme ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Cannes e mistura com precisão elementos de Tarantino e Woody Allen. A direção de Neil LaBute (que estreou no cinema com o polêmico Na Companhia de Homens) é precisa e tem o timming perfeito para uma comédia inteligente. Bem acima da média das comédias atuais.

    Cínico e sarcástico, A Enfermeira Betty discute – como subtexto – a capacidade que a cultura norte-americana tem de misturar ficção com realidade, além de traçar o perfil de uma mulher disposta a tudo para conquistar o que deseja. Mesmo que seu sonho seja inconquistável.

    Uma curiosidade: para dar mais credibilidade às cenas de novela (e não apenas fazer uma caricatura), o diretor contratou um grupo de técnicos e cameramen especializado nas chamadas “soap operas”, o equivalente norte-americano às nossas telenovelas.

    27 de setembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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