A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE

(A Esperança é a Última que Morre)

2014 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 03/09/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Calvito Leal

    Equipe técnica

    Roteiro: José Carvalho, Patrícia Andrade

    Produção: Alberto Graça, Diego Paiva, Isabel Graça, Luciana Boal-Marinho

    Fotografia: Gustavo Hadba

    Trilha Sonora: Plínio Profeta

    Estúdio: MPC Filmes

    Montador: Marcelo Moraes

    Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes

    Elenco

    Adriana Garambone, Augusto Madeira, Dani Calabresa, Danton Mello, Gillray Coutinho, Gregório Duvivier, Katiuscia Canoro, Leandro Hassum, Márvio Lúcio, Mary Sheila, Rodrigo Sant'Anna, Tatsu Carvalho, Teia Kane, Thelmo Fernandes

  • Crítica

    03/09/2015 14h56

    Sempre se fala que fazer comédia é mais difícil do que fazer drama. Daí se conclui que o gênero é mais trabalhoso, mas muitos de seus realizadores no cinema brasileiro parecem não se darem conta disso. Esse é o principal problema de A Esperança É A Última Que Morre, mais uma produção apática da safra cômica contemporânea.

    O roteiro parte de uma ideia criativa, mas não a explora em sua totalidade. Hortência (Dani Calabresa) é uma jornalista que sonha em ser âncora no noticiário. Seus amigos da funerária alertam a moça de que a cidade onde moram não tem assassinatos. Ela percebe que a curiosidade rende uma boa matéria e parte para a pesquisa, mas sua pauta é roubada por Vanessa (Katiuscia Canoro), sua rival dentro da redação.

    Quando acha que está no fundo do poço, a jornalista quase atropela um suicida. O homem se joga de uma ponte e Eric (Danton Mello) e Ramon (Rodrigo Sant'anna) percebem que a aparente tragédia é na verdade uma oportunidade. Eles criam um cenário para que o suicídio pareça um assassinato, uma notícia que Hortência cobrirá em primeira mão.

    O sucesso da empreitada e a ambição da protagonista motivam o trio a dar continuidade às falsas mortes. Nasce assim o fictício Assassino dos Provérbios, uma fonte de grandes reportagens para a jornalista. Mais adiante, o factoide ganha proporções maiores do que seus criadores imaginavam e o trio de personagens entra em crise.

    A premissa do enredo oferece chances do filme abusar do humor mórbido, um viés ousado e inusitado nas comédias brasileiras atuais. No entanto, A Esperança É a Última que Morre não sabe como trabalhar seus potenciais e fica na lei do mínimo esforço.

    A produção acredita que a força de seu elenco, com larga experiência em comédia televisiva, seja suficiente para as piadas funcionarem, mas falta lapidação. O mesmo se pode dizer das situações cômicas que são jogadas no roteiro, seja na aproximação dos personagens com cadáveres ou nos trejeitos de alguns personagens.

    Nesse quesito, há diversos exemplos de figuras mal aproveitadas, que poderiam render gargalhadas. Há o inconveniente Ramon, que atrapalha a história de amor de Eric e Hortência, o chefe do telejornal (Augusto Madeira), com cabeleira extravagante e uma tendência a passar cantadas nas funcionárias, além do governador (Márvio Lúcio), que não sabe se portar em público sem a ajuda de assessores. Todos eles mereciam cenas mais bem construídas.

    O fato é que, da maneira que foi colocado, o longa não engrena, o romance não empolga, a trama dos crimes falsos e a jornada profissional da protagonista têm furos narrativos, sem contar as cenas criadas para abrigar piadas que não funcionam. Conforme A Esperança É a Última que Morre caminha para seu desfecho, a história arranca risadas tímidas e cada vez menos empolgantes.

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