Poster Nacional

A FAMÍLIA BÉLIER

(La Famille Bélier)

2014 , 106 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 25/12/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eric Lartigau

    Equipe técnica

    Roteiro: Stanislas Carré de Malberg

    Produção: Eric Jehelmann, Philippe Rousselet, Stéphanie Bermann

    Fotografia: Cyril Père

    Trilha Sonora: Evgueni Galperine, Sacha Galperine

    Estúdio: Jerico

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Bruno Gomila, Céline Jorrion, Clémence Lassalas, Eric Elmosnino, Fronçois Damiens, Giulia Foïs, Ilian Bergala, Jérôme Kircher, Karin Viard, Louane Emera, Luca Gelberg, Manuel Weber, Mar Sodupe, Melchior Lebeaut, Philippe Dusseau, Roxane Duran, Sébastien Agius, Stéphan Wojtowicz, Véronique Poulain

  • Crítica

    22/12/2014 12h01

    É perceptível que as dramédias vem ganhando espaço na produção cinematográfica francesa nos últimos anos. Depois dos sucessos de público e crítica Eu, Mamãe E Os Meninos e Intocáveis, um novo fenômeno chega aos cinemas brasileiros: A Família Bélier, um sensível trabalho do diretor Eric Lartigau que está conquistando as plateias por lá - e deve inclusive ganhar um remake em Hollywood no próximo ano.

    O roteiro segue Paula (Louane Emera, indicada ao Cesar pelo papel), uma adolescente que é a única que ouve em uma família de surdos. Ela é a intérprete responsável pela comunicação do pai Rodolphe (François Damiens), de sua mãe Gigi (Karine Viard) e de seu irmão Quentin (Luca Gelberg, o único membro do elenco realmente surdo) com o meio externo.

    Paula conhece a música em seu colégio e parece ter um talento a ser desenvolvido. Sua primeira ambição nas aulas é se aproximar de Gabriel (Ilan Bergala), mas seu professor (Eric Elmosnino) parece ter objetivos bem maiores: sob seu treinamento ele incentiva a menina a tentar vaga em uma concorrida escola de canto em Paris.

    Louane Emera veio do reality show The Voice e constrói seu personagem com a sensibilidade de uma veterana. Autêntica e carismática, sua personagem vai da comédia ao drama sem grandes atropelos, mostrando um intenso trabalho de caracterização. Quando canta - e há muita música em A Família Bélier -, seu domínio cênico fica ainda mais evidente. O trabalho de atuação ganha fôlego com a fotografia dessaturada de Romain Winding (Adeus, Minha Rainha), que parece deslocar os personagens de sua época - extremamente útil para uma história construída para ser atemporal.

    Mas o filme é muito mais do que sobre os conflitos típicos da adolescência ou a descoberta de nossas individualidades. É sobre um crescimento mútuo, que está relacionado com as decisões dessa garota. Ir à Paris, fazer aquilo que gosta, está diretamente ligado ao processo de sua emancipação social - quase como uma versão charmosa de Billy Elliot.
     
    O clímax final desconstrói nossas expectativas e resolve bem a que talvez seja a grande questão do roteiro: como apreciar o talento de sua própria filha sendo fisicamente incapaz de ouvi-lo? Se você não se emocionar com Je Vole, o clássico de Michel Sardou, ao final, certamente não tem um coração dentro do seu peito. 

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