A FAMÍLIA SAVAGE

A FAMÍLIA SAVAGE

(The Savages)

2007 , 114 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 21/03/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tamara Jenkins

    Equipe técnica

    Roteiro: Tamara Jenkins

    Produção: Anne Carey, Erica Westheimer, Ted Hope

    Fotografia: W. Mott Hupfel III

    Trilha Sonora: Stephen Trask

    Elenco

    Cara Seymour, David Zayas, Debra Monk, Gbenga Akinnagbe, Guy Boyd, Joan Jaffe, Laura Linney, Margo Martindale, Michael Blackson, Peter Friedman, Philip Bosco, Philip Seymour Hoffman, Salem Ludwig, Tonye Patano

  • Crítica

    21/03/2008 00h00

    A Família Savage é um drama familiar com um tema pesado; o humor leve não deve ser encarado como comédia. De maneira explícita, a diretora e roteirista Tamara Jenkins (O Outro Lado de Beverly Hills) expõe um dos piores defeitos do ser humano: o egoísmo. Sem deixar de lado diversos tipos de frustrações que esse sentimento pode causar, seja profissionalmente ou na vida amorosa.

    Wendy Savage (Laura Linney) é uma hipocondríaca que mora em Nova York e é amante de um homem casado. Ela tem um emprego que odeia e sonha em ver produzida sua peça de teatro sobre a infância difícil que teve. Seu irmão John Savage (Philip Seymour Hoffman) é um mediano professor de teatro em uma universidade em Buffalo, no Estado de Nova York. Filhos de Lenny Savage (Philip Bosco), terão de largar suas vidas egoístas para cuidar do pai, que está sofrendo de demência e acabou de perder a namorada, com quem viveu durante os últimos 20 anos.

    É previsível que essa situação irá uni-los ao terem de enfrentar diversos problemas e decisões em relação ao pai, mas a forma como o enredo se desenrola é brilhante e merece ser visto e revisto. A Família Savage não julga ninguém, nem dá lição de moral, apenas acontece. Assim como muitos momentos de nossas vidas. São conflitos familiares totalmente reais e facilmente identificáveis. As locações antigas e o clima gélido e chuvoso contribuem para criar esse ambiente melancólico envolto em frustrações e individualismo. As piadas e o estilo irônico do filme podem ser comparados aos grandes clássicos de Woody Allen.

    Parece difícil tornar leve um tema tão denso e desconcertante como a velhice e saúde do pai em relação à vida egoísta dos filhos, mas Tamara Jenkins conseguiu. Escancarando defeitos e abrindo feridas, a forma com que os personagens vão se humanizando durante a produção é construída de maneira exemplar. A parceria entre Laura Linney (O Exorcismo de Emily Rose) - indicada ao Oscar 2008 como Melhor Atriz por este trabalho - e Philip Seymour Hoffman (Capote) deu muito certo. Ambos esbanjam talento e competência. Sem a presença deles, definitivamente, o sucesso de A Família Savage não seria o mesmo.

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