A FILHA DO MEU MELHOR AMIGO

A FILHA DO MEU MELHOR AMIGO

(The Oranges)

2011 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 06/09/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julian Farino

    Equipe técnica

    Roteiro: Ian Helfer, Jay Reiss

    Produção: Anthony Bregman, Dean Vanech, Leslie Urdang

    Fotografia: Steven Fierberg

    Trilha Sonora: Andrew Raiher, Klaus Badelt

    Estúdio: Likely Story, Olympus Pictures

    Montador: Carole Kravetz, Jeffrey M. Werner

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Adam Brody, Alia Shawkat, Allison Janney, Aya Cash, Boyd Holbrook, Cassidy Gard, Catherine Keener, Heidi Kristoffer, Hoon Lee, Hugh Laurie, Jennifer Bronstein, Joanna Theobalds, John Srednicki, Laura Flanagan, Leighton Meester, Lucas Papaelias, Oliver Platt, Paul Fears, Rachel Gittler, Sam Rosen, Stephen Badalamenti, Tim Guinee

  • Crítica

    02/09/2013 18h57

    Duas famílias mantém uma amizade de muitos anos no vilarejo Orange Drive, subúrbio de Nova Jersey. Tudo parece bem até a filha do casal Ostroff, Nina, voltar após cinco anos de viagem. Mais velha e interessante, causa interesse no pai de sua ex melhor amiga. Essa é a trama da comédia morna A Filha do Meu Melhor Amigo.

    O título em inglês, The Oranges, remete a todos os indivíduos que formam a comunidade. Em português, acaba reduzindo o longa à interação entre alguns personagens.

    David, interpretado por Hugh Laurie (o Dr. House da série de TV), vive um casamento tedioso com a infeliz Catherine. Vanessa, filha deles, entra em crise quando o pai começa a se relacionar com sua antiga vizinha.

    O longa demora um pouco para engatar, mas quando entra no prumo, consegue entreter. Isso acontece quando o casal polêmico se envolve e passa a levantar uma série de questões sobre julgamento do outro a partir de padrões comuns e até antiquados, além de questionar o porquê da intromissão na vida alheia.

    Os protagonistas desenvolvem boas atuações. Entretanto, personagens caricatos ao extremo deixam a história forçada. Os pais de Nina, por exemplo, encarnam clichês de uma comédia americana meia-boca. Terry é o "gordinho engraçado" e Terry a "mãe louca".

    As passagens que tentam ser bem humoradas nem sempre são eficientes ao se apoiarem em tipos artificiais. Além disso, contestar padrões por meio clichês resulta numa contradição. Talvez a ideia seja exatamente causar esse contraste, mas não há clareza para comprovar tal argumento.

    A felicidade do casal com diferença de idade latente passa a incomodar a comunidade, fazendo-a refletir sobre o preço de andar na linha. A partir daí, todos começam a repensar suas vidas, transformando-as na medida do possível. Nina foi apenas o estopim de uma bomba que já estava para explodir.

    Apesar de levantar a discussão pertinente, A Filha do Meu Melhor Amigo peca por não fazer rir - falha notável se tratando de uma comédia. Assimila-se àqueles filmes americanos de natal. Ao menos, no fim das contas, os acontecimentos em Orange Drive fazem o espectador mais puritano sair da sala com novos questionamentos para resolver.

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