A FONTE DA VIDA

A FONTE DA VIDA

(The Fountain)

2006 , 97 MIN.

14 anos

Gênero: Épico

Estréia: 24/11/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Darren Aronofsky

    Equipe técnica

    Roteiro: Ari Handel, Darren Aronofsky

    Produção: Eric Watson, Iain Smith, Nick Wechsler

    Fotografia: Matthew Libatique

    Trilha Sonora: Clint Mansell

    Estúdio: Warner Bros

    Elenco

    Alexander Bisping, Ellen Burstyn, Hugh Jackman, Jamie Isaac Conde, Mark Margolis, Rachel Weisz, Sean Patrick Thomas

  • Crítica

    24/11/2006 00h00

    A produção de Fonte da Vida foi problemática. A começar, trata-se do primeiro filme "de estúdio" dirigido pelo excelente cineasta independente Darren Aronofsky, que conseguiu uma porção de fãs (como eu) depois de dirigir filmes incríveis como Pi (1998) e Réquiem Para Um Sonho (2000). Aronofsky demorou seis anos entre a produção de seu filme anterior e este, provando que o "parto" de Fonte da Vida foi difícil. O orçamento, em 2002, seria de US$ 75 milhões; foi cortado para US$ 35 milhões dois anos depois, o que ocasionou em mudanças no elenco, principalmente. Para os apreciadores de seus filmes anteriores, a má notícia é que esta sua nova produção é bem diferente das anteriores, que carregavam um ranço de criatividade presente somente nos filmes independentes. Por isso, não foi muito bem recebido desde sua primeira exibição, no Festival de Veneza deste ano. Os espectadores estranharam. E com razão.

    É complicado definir Fonte da Vida. Não se trata de uma história de amor, em sua essência, mas sim do medo que o homem tem de lidar com a morte. O protagonista (vivido por Hugh Jackman) percorre três tempos numa jornada em busca da vida eterna. No primeiro, ele é Tom Creo, um explorador espanhol que, tentando salvar o reino da rainha Isabel (Rachel Weisz), embrenha-se na selva e encara uma tribo de canibais para ter acesso a uma árvore que, dizem, é a resposta para a vida eterna. A história é contada por meio da leitura de um livro no tempo presente por Tommy, um médico que busca numa árvore sul-americana um remédio para curar a doença da qual padece sua mulher, Izzi (Rachel novamente). No tempo futuro, o personagem de Jackman tenta lidar com as memórias ao lado de Izzi. Portanto, não há viagens no tempo, mas sim histórias paralelas que focam essa jornada do protagonista e seu medo da morte. Tão belamente representada pelo mito Maia da estrela moribunda que abriga os mortos.

    Fonte da Vida tem forma de superprodução, mas não o orçamento. Ponto para o diretor, que conseguiu criar belíssimas cenas sem recorrer às modernas (e caras) técnicas de efeitos especiais digitais. A trilha sonora é incrível (apesar de presente demais, o que incomoda, às vezes), os efeitos especiais (especialmente na história futurista) são belos e as interpretações, inspiradas - às vezes até demais e é esse o maior pecado de Fonte da Vida: o excesso, visual e sonoro. Além disso, o roteiro é confuso e mal-resolvido. Há muitas reticências para poucas resoluções e é aí que o filme de Aronofsky mais peca, o que acaba não convencendo, especialmente seus fãs.

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