A Forca

A FORCA

(The Gallows)

2015 , 81 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 23/07/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Lofing, Travis Cluff

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Lofing, Travis Cluff

    Produção: Benjamin Forkner, Chris Lofing, Dean Schnider, Jason Blum, Travis Cluff

    Fotografia: Edd Lukas

    Trilha Sonora: Zach Lemmon

    Estúdio: Blumhouse Productions, Management 360, Tremendum Pictures

    Montador: Chris Lofing

    Distribuidora: Warner Bros.

    Elenco

    Alexis Schneider, Cassidy Gifford, Mackie Burt, Pfeifer Brown, Price T. Morgan, Reese Mishler, Ryan Shoos

  • Crítica

    21/07/2015 15h34

    Por Daniel Reininger

    A Forca é o novo filme da Blumhouse Productions, empresa de produções de micro-orçamento responsável por Atividade Paranormal e Sobrenatural. Apesar do bom histórico da produtora, o novo longa dirigido por Travis Cluff e Chris Lofing é mais do mesmo no estilo found footage. Embora a premissa de um espírito que assombra um teatro do colegial seja interessante, o filme não surpreende, abusa de sustos óbvios e é incapaz de manter o suspense até o final.

    O longa começa em 1993, com uma gravação caseira da peça de teatro da escola local que encena The Gallows, até que o dia festivo acaba em tragédia quando o protagonista masculino, Charlie Grimille (Jesse Cross), é acidentalmente enforcado no palco diante de centenas de pessoas. Vinte anos depois, a escola decide reviver a produção catastrófica em uma tentativa equivocada de relembrar Charlie. Péssima ideia e até difícil de imaginar o motivo da escola aprovar algo assim. Enfim.

    Estrelado pelos novatos Reese Mishler, Pfeifer Brown, Ryan Shoos e Cassidy Gifford, os quais usam seus nomes reais no filme, é justo dizer que atuação não é o forte da produção. Os diálogos são bregas e difíceis de levar a sério – se fossem 100% improvisados talvez saíssem melhores. Apesar disso, a construção inicial dos personagens funciona o suficiente para carregar a trama adiante, embora a premissa que coloca os garotos dentro do teatro de noite seja forçação de barra.

    O que importa é que, eventualmente, os quatro estão presos com um fantasma em um teatro assombrado. E é aí que a coisa fica boa! Ou deveria ficar. No começo, é interessante ver os acontecimentos bizarros e o clima de estranheza do local – os cineastas usaram bem a locação. O suspense funciona (inicialmente) e parece que o filme vai finalmente engatar. Só que isso nunca se realiza. No final, são 81 minutos de expectativa (frustrada) e os únicos sustos acontecem quando algo aparece na frente da câmera de surpresa – o jeito mais simples de assustar no cinema.

    A Forca segue o padrão de todos os outros filmes de found footage que você já viu. Um por um, os personagens são vítimas de um predador invisível e as imagens são capturadas de forma trêmula ou com eventuais distorções sobrenaturais. Batidas fortes repentinas, luzes piscantes e outros clichês são usados à exaustão – embora sejam funcionais e fariam falta se não dessem as caras, o exagero deixa tudo cansativo. O final, por sua vez, tenta surpreender com uma reviravolta, porém, seria melhor se a história tivesse ficado sem essa.

    Faz tempo que um filme de terror não surpreende ou empolga - problema generalizado desse estilo atualmente – e A Forca é só mais uma vítima. O longa tem bons pontos, é atual e deve ter bastante apelo com os mais jovens, especialmente para aqueles que não estão acostumados ao gênero, mas deve entediar rapidamente os amantes de terror, os quais sentem falta de produções realmente interessantes.

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