A Freira - Novo pôster nacional

A FREIRA

(The nun)

2018 , 96 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 06/09/2018

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Corin Hardy

    Equipe técnica

    Roteiro: Gary Dauberman, James Wan

    Produção: James Wan, Michael Clear, Peter Safran

    Fotografia: Maxime Alexandre

    Trilha Sonora: Abel Korzeniowski

    Estúdio: Atomic Monster, New Line Cinema, Safran Company, The

    Montador: Michel Aller

    Distribuidora: Warner

    Elenco

    Ani Sava, August Maturo, Boiangiu Alma, Bonnie Aarons, Charlotte Hope, Demián Bichir, Emma Appleton, Flynn Hayward, Ingrid Bisu, Jamie Muscato, Jared Morgan, Jonas Bloquet, Jonny Coyne, Lourdes Nadres, Mark Steger, Natalie Creek, Samson Marraccino, Sandra Rosko, Sandra Teles, Scarlett Hicks, Simon Rhee, Taissa Farmiga

  • Crítica

    06/09/2018 16h26

    Por Thamires Viana

    Quando chegou aos cinemas em 2013, Invocação Do Mal causou um grande buzz nos fãs de terror, principalmente por trazer às telas um filme com bom roteiro e que deixava de lado clichês incômodos para o gênero. Com o sucesso do filme nas bilheterias, a Warner Bros., estúdio responsável pela franquia, viu a oportunidade de estender esse universo trazendo spin-offs como AnnabelleAnnabelle: A Criação Do Mal e A Freira, que chega aos cinemas nesta quinta-feira.

    A trama começa com o suicídio de uma freira no convento da região. Frenchie (Jonas Bloquet), um morador local, encontra o corpo pendurado em uma corda e envia um comunicado à Igreja, que escala o Padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) para investigarem o ocorrido. A partir daí a dupla, acompanhada pelo jovem, descobre que o local sagrado agora é assombrado por uma entidade maligna.

    Anunciado como o mais tenebroso do universo, A Freira tem pontos fortes, mas outros fracos e difíceis de engolir. Mesmo com um visual impecável e boas atuações, a novidade pode dissolver a expectativa dos fãs com um banho de água fria. Com um roteiro assinado por Gary Dauberman com a participação de James Wan - dois grandes nomes da franquia - o longa falha no quesito terror. Apesar de ter a freira nas mãos, a dupla deixa de lado cenas com esse personagem instigante que é o mais aguardado pelo público.

    Com um filme só para si, a entidade apresentada em Invocação Do Mal 2 não convence tanto, diferente de quando aterrorizou o casal Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) no longa de 2016.

    Apesar do título, a trama desfoca seu intuito quando insere os dramas pessoais dos personagens de Bichir e Farmiga. Ele, que está lá para perseguir o mal, vez ou outra se abate com os próprios demônios internos quando lamenta ter falhado em um ritual de exorcismo anos atrás. Já ela ainda está na dúvida se faz ou não seus votos definitivos para se tornar uma freira e prolonga o assunto sobre suas incertezas até o final do filme.

    No meio disso tudo estão as piadas de Frenchie, que convenhamos, não precisavam existir. Esse lado cômico tira o foco do suspense e parece não se encaixar na trama sombria onde a ideia é descobrir como acabar com o mal que lá habita.

    Apelando para um raso jump-scare em suas sequências mais tensas, o longa se distancia um pouco dos sustos inteligentes de seus antecessores. Como esquecer, por exemplo, da cena das palmas em Invocação Do Mal ou aquela em que o padre é possuído em Annabelle? Em A Freira, os sustos são premeditados com sons ou viradas de câmera clichês já conhecidos pelo público. Muitos foram apresentados nos teasers liberados antes da estreia, o que já deixa o espectador ciente da hora de fechar os olhos ou tapar os ouvidos.

    Mas há momentos bons no decorrer de seus 96 minutos, claro. A longa cena onde o Padre Burke cai em uma vala, por exemplo, tira o ar do espectador. A sequência dura em média uns quatro minutos e traz gritos, batidas, sinos e uma trilha arrepiante, além da aparição da entidade que desconcerta quem assiste. 

    Partindo para a estética, o longa ganha seu ponto forte. Mesmo com um visual mais sombrio que os anteriores, há um trabalho de luzes e sombras que se encaixam perfeitamente com o castelo locado para contar essa história. Nele há corredores extensos, vitrais e muitos cômodos sinistros, deixando a trama ainda mais convincente de sua passagem pela década de 50.  

    Taissa, assim como sua irmã mais velha que estreou a franquia em 2013, parece ter nascido para o terror e para o universo criado por Wan. Conhecida por American Horror Story, onde interpretou Violet na primeira temporada e Zoe na terceira, a atriz não saiu da memória do público e vem surpreendendo com seu exelente trabalho. No papel da noviça, ela chama a atenção por trazer ao longa uma leveza com sua atuação convincente de uma jovem indecisa e corajosa.

    A Freira, apesar de ser um spin-off, tem uma trama independente e quase desgarrada da franquia. Mesmo que o final entregue fortes ligações com Invocação Do Mal 2, ainda há a possibilidade de conferí-lo sem apego aos demais. Ainda que seja um terror feito para explicar origens, ele acaba por ser um fan service, já que dá aos amadores do gênero mais um motivo para ir aos cinemas contemplar uma criação desse universo.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus