A Grande Escolha

A GRANDE ESCOLHA

(Draft Day)

2014 , 109 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 22/05/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ivan Reitman

    Equipe técnica

    Roteiro: Rajiv Joseph, Scott Rothman

    Produção: Ivan Reitman

    Estúdio: Summit Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Chadwick Boseman, Ellen Burstyn, Frank Langella, Jennifer Garner, Kevin Costner, Rosanna Arquette, Sam Elliott, Terry Crews, Tom Welling

  • Crítica

    19/05/2014 17h19

    O futebol americano é um dos mais glamourosos e populares núcleos do mundo esportivo dos Estados Unidos, onde se investe em grandes craques e acontecem os grandes espetáculos. Nada que o cinema já não tenha narrado. Com abordagem pouco óbvia, A Grande Escolha, de Ivan Reitman, revela os bastidores do esporte de maneira acalourada. Mas não consegue empolgar como uma grande partida do Super Bowl.

    Na trama, Sonny Weaver Jr. (Kevin Costner) é o gerente da equipe Cleveland Browns, cuja péssima temporada na liga ameaça seu cargo no clube. No tradicional dia de contratação de novos talentos, o Draft Day que intitula o filme, Sonny se vê diante de representar ou negar o legado de seu pai, veterano do time recém falecido, para provar ao mundo dos esportes que é capaz de trazer os melhores jogadores para a sua equipe.

    Diferente da abordagem tradicional das produções que retratam o universo do futebol americano, A Grande Escolha não é um filme com batalhas de superação pelo esporte, não tem aquelas famosas cenas de treinamento ou brigas de vestiário e não se sustenta no clima de Duelo De Titãs para falar da modalidade. Mais do que reproduzir o que conhecemos, o longa aposta na movimentação dos bastidores do futebol americano. Ponto positivo pela escolha.

    No entanto, é esse mesmo cenário de bastidores que prejudica o andamento do filme de Reitman: o ambiente político por trás do espetáculo em campo é interessante, mas carrega a narrativa e pode cansar um pouco a sua sessão. Para um filme cuja linha do tempo é calculada por um cronômetro em regressão, A Grande Escolha parece desacelerar o ponteiro antes mesmo de chegar ao final do rolo, sabotando a condução do público a um clímax curto e não tão empolgante.

    Os esteriótipos estão presentes na trama: o técnico de figura paterna, os jogadores agressivos e os craques lesionados. No entanto, o protagonista de Kevin Costner consegue passar a sensação dúbia de ser dono do poder e se sentir inseguro justamente por isso: cumpre sua função como ponto central da trama, mas é cercado por personagens rasos e sem grande expressão.

    Embora pouco empolgante e superficial em determinados pontos, A Grande Escolha é uma boa tentativa de revelar um mundo que o torcedor não imagina por trás de seu esporte ou time favorito. Como questionar as escolhas de um técnico sem conhecer as forças ocultas que atuam por trás das decisões? As discussões levantadas são válidas, mas não chegam a provocar a taquicardia da comemoração de um gol ou touchdown.

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