A GRANDE VIAGEM

A GRANDE VIAGEM

(Le Grand Voyage)

2004 , 108 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ismaël Ferroukhi

    Equipe técnica

    Roteiro: Ismaël Ferroukhi

    Produção: Humbert Balsan

    Fotografia: Fowzi Guerdjou

    Trilha Sonora: Fowzi Guerdjou

    Estúdio: Ognon Pictures

    Elenco

    Atik Mohamed, François Baroni, Ghina Ognianova, Jacky Nercessian, Kamel Belghazi, Kirill Kavadarkov, Krassi Kpacu, Malika Mesrar El Hadaoui, Mohamed Majd, Nicolas Cazalé

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não demora muito, as prateleiras das videolocadoras terão de criar um novo espaço: "Road Movie". A expressão tem sido tão utilizada que já pode ser considerada um gênero a parte dentro do cinema. Um gênero, aliás, com fórmula bem definida: duas ou mais pessoas embarcam numa grande viagem, cada uma delas com enormes diferenças em relação às demais. Porém, na medida em que o filme se desenvolve, surgem dificuldades que farão com que todos aprendam a conviver, a se entender, etc. Uma espécie de ode ao poder transformador da convivência.

    A fórmula é cumprida a risca no - vá lá - "road movie" franco-marroquiono A Grande Viagem, premiado em Veneza, Mar Del Plata e indicado ao Bafta de Filme Estrangeiro. Redá (Nicolas Cazale) é um jovem francês de origem muçulmana que é praticamente forçado por seu pai (Mohamed Majd, de Syriana - A Indústria do Petróleo) a levá-lo de carro até a Arábia Saudita. Motivo: uma peregrinação de cinco mil quilômetros até Meca, cruzando a Europa e países do Oriente Médio numa velha perua Peugeot.

    Reda e seu pai (o nome dele não é citado no filme) vivem universos diferentes. O pai é conservador, religioso, calado, reza todos os dias. Reda, apesar de suas raízes, é um rapaz ocidental, francês de nascimento, namorado de uma garota não-muçulmana e disposto a experimentar os prazeres da vida. Incluindo sexo e bebidas. É um abismo cultural entre Ocidente e Oriente, entre tradições e modernidade. Um distanciamento que a grande viagem tentará diminuir, se não for tarde demais.

    Apesar de convencional e previsível, o filme trabalha num registro de comovente simplicidade, expondo com sensibilidade o sempre apaixonante tema das relações pai e filho. Mesmo porque muito do roteiro nasceu das experiências pessoais do diretor Ismaël Ferroukhi, ele próprio um jovem (tinha 41 anos ao fazer o filme) marroquino criado na França.

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