A Grande Vitória

A GRANDE VITÓRIA

(A Grande Vitória)

2014 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 08/05/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stefano Capuzzi

    Equipe técnica

    Roteiro: Stefano Capuzzi

    Produção: Fernando Meirelles

    Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes

    Elenco

    Caio Castro, Domingos Montagner, Ênio Gonçalves, Moacyr Franco, Rosi Campos, Sabrina Sato, Tato Gabus Mendes

  • Crítica

    07/05/2014 18h27

    O esporte como plataforma de superação e ascensão social sempre será um tema importante para o cinema; e a trajetória real do judoca Max Trombini é realmente digna de ganhar o conhecimento do público. No entanto, ainda que inspire a quem assista com sua mensagem, o longa A Grande Vitória entrega um roteiro com interrogações e mergulha raso no que diz respeito às relações humanas.

    Apesar das boas cenas de luta nos tatames de judô, o tom um tanto emocionado predomina e, de certa maneira, quase incomoda - até a trilha do maestro João Carlos Martins, embora linda e delicada, cai quadrada ao longo do filme.

    Na trama, Caio Castro interpreta o aspirante a judoca Max Trombini, que viveu uma infância humilde nas areias das praias de Ubatuba, litoral de São Paulo. Abandonado pelo pai, cresceu sob os cuidados da mãe e do avô, que faleceu quando o garoto tinha apenas 11 anos. Revoltado, Max começa a se envolver em brigas na escola até que é encaminhado para uma academia de judô, onde reaprenderá a se relacionar com o mundo e onde encontra seu verdadeiro talento na vida.

    Foi através do aprendizado das artes marciais, em especial o judô, que o atleta conseguiu se estabelecer emocionalmente e construir uma carreira por meio da qual se tornou um dos principais técnicos do esporte no Brasil. 

    A trajetória de superação do verdadeiro Max é realmente inspiradora, trata-se de um personagem com passagens marcantes e transformações profundas. No entanto, o caminho escolhido pelo diretor estreante Stefano Capuzzi para contar a história passa menos pela densidade das experiências do judoca do que poderia.

    As atuações não são o grande forte de A Grande Vitória. Caio Castro mostrou que os dois meses vivendo como sombra do verdadeiro Max Trombini surtiram efeito nas cenas de luta e nos treinamentos do esporte. Os movimentos de judô realizados pelo ator até demonstram isso - destaque para a sequência de lutas travadas por Max pela vaga no comitê olímpico de judô, ponto alto do filme. Mas o esforço para encontrar a dramaticidade que acompanha a batalha de Trombini com seu passado não consegue ser tão convincente.

    O núcleo da primeira fase da vida do protagonista, então com 11 anos de idade, por outro lado, entrega boas atuações. O tenro e o dedicado avô de Moacyr Franco e a matriarca Tereza, vivida por Suzana Pires, conseguem demonstrar o tom de preocupação e cuidado com que o garoto era enxergado durante a infância. Ainda assim, suas participações são muito breves e passam certa superficialidade à trama, como alguns detalhes da própria história que permanecem sem desfecho ao final do filme.

    Os personagens de Sabrina Sato e Felipe Folgosi também entram e saem da narrativa sem fazer muito barulho, mesmo representando papeis importantes na biografia de Trombini.

    De maneira geral, A Grande Vitória é um filme que revela uma mensagem essencialmente inspiradora e a vida de Max Trombini deve tocar o público porque conquista a superação a que se propõe. Mas atuações inconsistente, pontas soltas no roteiro e uma inclinação um tanto excessiva à emoção desequilibram o longa de estreia de Stefano Capuzzi. O diretor na intenção de levar às telonas um bom personagem, mas aparentemente encontrou dificuldades pelo caminho.

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