A HERANÇA DE MR. DEEDS

A HERANÇA DE MR. DEEDS

(Mr. Deeds)

2002 , 96 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Brill

    Equipe técnica

    Roteiro: Tim Herlihy

    Produção: Jack Giarraputo, Sidney Ganis

    Fotografia: Peter Lyons Collister

    Trilha Sonora: Teddy Castellucci

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, New Line Cinema

    Elenco

    Adam Sandler, Allen Covert, Erick Avari, Jared Harris, John Turturro, Peter Gallagher, Winona Ryder

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Frank Capra era o cineasta da crise. Boa parte de seus melhores filmes, feitos após a grande depressão de 1929, injetava ânimo, otimismo e alegria de viver numa população abalada pelo mais profundo desespero econômico que os Estados Unidos já haviam tomado conhecimento, em toda a sua história. São de Capra obras-primas como A Felicidade Não se Compra, Do Mundo Nada se Leva, A Mulher Faz o Homem e O Galante Mr. Deeds. Verdadeiros clássicos estrelados invariavelmente por James Stewart ou Gary Cooper.
    Porém, a grande pergunta é: o que justifica refilmar o clássico O Galante Mr. Deeds, trocando-se Gary Cooper pelo insosso Adam Sandler? Trocando Capra por Steven Brill, diretor do medonho Little Nicky, Um Diabo Diferente? A resposta só pode ser uma: dinheiro. Nada além da pura e simples ganância poderia justificar o fato da New Line e da Columbia terem investido US$ 50 milhões para estragar um clássico.

    O novo filme - agora rebatizado como A Herança de Mr. Deeds - conta basicamente a mesma história do original de 1936: Longfellow Deeds (Adam Sandler, presença sempre desagradável nas telas) vive um caipirão que herda uma fortuna e se torna o homem mais rico do mundo. Tentando se aproveitar da situação, a jornalista Babe (Winona Ryder) se faz passar também por uma caipirona, para assim conquistar a confiança de Deeds e escrever uma matéria exclusiva. Claro que o tiro sai pela culatra, abrindo espaço para mensagens simploriamente edificantes
    .
    Toda a sutileza, a magia, a elegância, o refinamento e o bom gosto típicos da obra de Frank Capra são violentamente arremessados no lixo nesta refilmagem cinematograficamente inócua, mas financeiramente bem-sucedida: os US$ 50 milhões investidos se transformaram em 125 só nas bilheterias americanas.

    Pobre Capra...

    18 de outubro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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