A HORA DO PESADELO (2010)

A HORA DO PESADELO (2010)

(A Nightmare on Elm Street (2010))

2010 , 95 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 07/05/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Samuel Bayer

    Equipe técnica

    Roteiro: Eric Heisserer

    Produção: Andrew Form, Bradley Fuller, Michael Bay

    Fotografia: Jeff Cutter

    Trilha Sonora: Steve Jablonsky

    Estúdio: New Line Cinema, Platinum Dunes

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Clancy Brown, Connie Britton, Jackie Earle Haley, Katie Cassidy, Kellan Lutz, Kyle Gallner, Rooney Mara, Thomas Dekker

  • Crítica

    05/05/2010 17h03

    O tempo passou e, com ele, A Hora do Pesadelo (1984) foi ganhando um ar de clássico do terror. Independentemente da opinião de quem assiste, algo não dá para discutir: Wes Craven criou personagens muito interessantes.

    A começar pelo grande vilão, Freddy Krueger, que aparece nos sonhos, justamente algo que que remete à tranquilidade. Sonho como possibilidade de viagem e alucinações, das associações que o racional não permitiria. Craven subverteu tudo isso e transformou o sonho como a garantia da morte. Não é pouco!

    A Hora do Pesadelo (2010), a refilmagem da franquia que lançou seis filmes em sete anos, chega com o terreno já estabelecido. Afinal, Craven já fez o trabalho grosso (inventar) e o novo diretor, Samuel Bayer, chegou apenas para executar e ressuscitar Krueger, morto em A Hora do Pesadelo 6 – A Morte de Freddy.

    Qual o pulo do gato do filme original? Justamente ser original! Como Bayer não realiza um grande trabalho de direção, A Hora do Pesadelo serve apenas aos mais jovens que não tiveram contato com o início da franquia. Em outras palavras, o filme é um esforço comercial de atingir o fiel público das produções de terror, formado por muitos jovens.

    O principal pecado da refilmagem é padecer de um antagonista poderoso. Freddy, óbvio, continua sendo instigante e a interpretação de Jack Earle Haley é honrosa se comparada com o trabalho de Robert Englund. Mas, do lado dos heróis, quem se apresenta? O roteiro aponta para um, depois indica que é outro para, no final, optar por um terceiro. Nenhum deles é tão carismático quanto seu algoz.

    A primeira metade do filme tem ritmo e se sustenta porque ainda não sabemos o que aconteceu mesmo com os jovens durante suas infâncias e quem é Freddy Krueger. Nesse período, tem seus bons momentos e garante alguns sustos. Do meio para o fim, quando tudo se apresenta, A Hora do Pesadelo abandona o suspense e vira um filme de caçada. Cansativo, por sinal.

    Quem não assistiu à versão de 1984, vai encontrar um filme correto, com as necessárias ambientações sombrias e história regular. Já quem acompanhou o desenvolvimento da franquia (que tem muitos percalços, por sinal), é provável que aponte muitos defeitos em A Hora do Pesadelo de 2010. O principal deles é ter existido. Wes Craven estava certo: Freddy Krueger deveria ter ficado apenas no imaginário e não ter sido alvo da falta de criatividade do estreante roteirista Eric Heisserer.

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