A ILHA (2005)

A ILHA (2005)

(The Island (2005))

2005 , 136 MIN.

14 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Bay

    Equipe técnica

    Roteiro: Alex Kurtzman, Caspian Tredwell-Owen, Roberto Orci

    Produção: Ian Bryce, Michael Bay, Walter F. Parkes

    Fotografia: Mauro Fiore

    Trilha Sonora: Steve Jablonsky

    Estúdio: DreamWorks SKG, Parkes/MacDonald Productions, Warner Bros. Pictures

    Elenco

    Alex Carter, Ashley Yegan, Ben Tolpin, Brian Leckner, Brian Stepanek, Chris Ellis, Craig Reynolds, Dakota Mitchell, Djimon Hounsou, Don Creech, Don Michael Paul, Eamon Behrens, Eric Stonestreet, Ethan Phillips, Ewan McGregor, Gary Nickens, Glenn Morshower, Gonzalo Menendez, Grant Garrison, Jake Soldera, James Granoff, James Hart, Jamie McBride, Jimmy Smagula, Kathleen Rose Perkins, Katy Boyer, Kelvin Han Yee, Kenneth Hughes, Kevin Daniels, Kevin McCorkle, Kirk Ward, Lewis Dauber, Mark Christopher Lawrence, Martin Papazian, Mary Pat Gleason, Max Baker, Michael Canavan, Michael Clarke Duncan, Mitzi Martin, Noa Tishby, Olivia Tracey, Phil Abrams, Phil Somerville, Randy Oglesby, Ray Xifo, Rich Hutchman, Richard V. Licata, Richard Whiten, Robert Sherman, Ryan Tasz, Sage Thomas, Scarlett Johansson, Sean Bean, Shawnee Smith, Shelby Leverington, Siobhan Flynn, Steve Buscemi, Svetlana Efremova, Talia Toms, Taylor Gilbert, Tim Halligan, Trent Ford, Troy Blendell, Wendy Haines, Whitney Dylan, Yvette Nicole Brown

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O começo de A Ilha engana. Quando você acha que o filme será uma ficção científica modernosa e interessante, acontece uma reviravolta e o longa torna-se somente mais um filme dirigido por Michael Bay (Armageddon e Pearl Harbor) com suas explosões e mais explosões. E mais algumas.

    Num futuro não definido, Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor) mora no último refúgio longe da contaminação que tomou conta da Terra. Não somente seus atos, mas também seus pensamentos são monitorados, assim como seus relacionamentos interpessoais - numa situação já descrita por George Orwell no livro 1984. Como todos os outros habitantes desse local, Lincoln espera ser um dos escolhidos para chegar à Ilha, o último ponto não contaminado no planeta. McCord (Steve Buscemi) é um amigo seu que lhe mostra alguns prazeres da vida anterior a esta - como a bebida alcoólica - e é durante uma visita a ele que Lincoln encontra um inseto. O fato faz com que pense se não há outros lugares sem contaminação. Nessa procura, o protagonista descobre que pode estar inserido numa grande mentira: a tão sonhada Ilha não existe. Na verdade, a contaminação do mundo também não e, acompanhado da bela Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson) - que está prestes a ser mandada ao falso paraíso -, Lincoln foge da redoma onde foram criados. Com a ajuda de McCord, fogem do grupo de Albert Laurent (Djimon Hounsou, de Constantine) que, em nome do chefão Merrick (Sean Bean), quer impedir que a informação possuída pela dupla vaze.

    Os dois fazem parte de um grande projeto: são clones de "patrocinadores", pessoas que os encomendam para terem órgãos na necessidade de um transplante. Os clones não passam de alguns quilos de carne preparada durante anos para o consumo de humanos que tenham dinheiro o suficiente. Durante todo o filme, há essa possibilidade dessa discussão pertinente à medida que a medicina avança. O vilão brinca de Deus e inventa um paraíso para seu rebanho. Os heróis, cujas mentes e memórias foram moldadas desde o momento em que vieram ao mundo, rebelam-se e contestam tudo que acreditaram.

    Cheio de conteúdo "aproveitável" e uma direção de arte futurista caprichadíssima, A Ilha acaba se perdendo ao exagerar exatamente naquilo que Michael Bay mais é especialista em fazer: filmes de ação. O roteiro, que começa tomando a direção de um Admirável Mundo Novo (livro escrito por Aldous Huxley), misturado a elementos de 1984, escorrega. Por isso, a impressão que fica no espectador é que são dois filmes. Enquanto os personagens correm, fogem e quase explodem, tudo parece ficar cada vez mais absurdo. Nem o fato de existirem clones para o transplante de órgãos é mais absurdo e impensável se comparado aos trancos e barrancos pelos quais passam o nosso casal de heróis.

    Além do argumento cheio de potencial, estamos lidando aqui com dois atores talentosos que apresentam uma boa química. Isso sem contar a trilha sonora, que não pára - inclusive, está aí um grande problema nas grandes produções recentes: parece que não se investe mais em efeitos sonoros para dar lugar às músicas, que não param durante o filme. Além de ser um desperdício artístico, A Ilha também desperdiçou dinheiro: custando US$ 122 milhões, faturou somente US$ 12 milhões no primeiro final de semana em cartaz nos EUA.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus