A ILHA DO TERRÍVEL RAPATERRA

A ILHA DO TERRÍVEL RAPATERRA

(A Ilha do Terrível Rapaterra)

2006 , 80 MIN.

anos

Gênero: Aventura

Estréia: 20/10/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ariane Porto

    Equipe técnica

    Roteiro: Ariane Porto

    Produção: Assunção Hernandes

    Fotografia: Carlos Ebert

    Trilha Sonora: A. Marcelo Galbetti

    Elenco

    Arlete Salles, Augusto Pompeu, Bárbara Vargas, Carolinna Rocha, Chrystopher Lion, Lili Fialho, Lima Duarte, Marcelo Werá Macena, Tadeu Mello, William Tupã Macena

  • Crítica

    20/10/2006 00h00

    Podemos encontrar no cinema brasileiro grandes e premiadas produções cinematográficas. Porém, há um público específico que precisa se contentar com obras vindas do Exterior ou filmes de baixa qualidade, protagonizados por Xuxa e celebridades instantâneas. Essa é a atual situação dos expectadores mirins que ganham de presente o bom resultado de A Ilha do Terrível Rapaterra.

    O longa-metragem é dirigido e roteirizado pela socióloga Ariane Porto (produtora de Vlado - Trinta Anos Depois) que trabalha com fantasia e criatividade para aproximar as crianças de um universo desconhecido para muitas delas: a ecologia. A Ilha do Terrível Rapaterra conta a história de um grupo de crianças que participa de uma gincana interescolar no qual vence quem contar a melhor história. Com o objetivo de alcançar a vitória, os amigos seguem em uma expedição atrás de dona Tude (Arlete Salles), uma mulher que vive na floresta e é considerada a maior contadora de histórias do mundo. Ao chegarem em sua residência, com a ajuda de um mapa, elas são recepcionadas pelo falante e inquieto Macaco-Prego (Augusto Pompeu), que lhes avisa que a doce senhora foi raptada pelo vilão Rapaterra (Lima Duarte).

    A aventura começa quando os pequeninos decidem salvar dona Tude, com a ajuda do novo amigo símio e Guaiá (Tadeu Mello), um caranguejo valente e atrapalhado. Rapaterra é um vilão destruidor do meio ambiente e quer roubar o único bem que ainda não possui: as histórias armazenadas na memória de dona Tude. As crianças, então, irão se envolver em grandes aventuras para salvar o equilíbrio ecológico do litoral paulista.

    À primeira vista, o enredo inocente parece ser ecologicamente correto demais, ou seja, entediante. Mas não se engane, pois o roteiro é um dos pontos fortes do filme, tornando-se fascinante aos olhares atentos das crianças. Realmente, o foco de A Ilha do Terrível Rapaterra é o público mais novo - não há elementos que contagiam adultos e adolescentes, acostumados com grandes produções e seus efeitos visuais. O que realmente é uma pena, pois todos ainda temos muito a aprender sobre ecologia e a falta que a natureza pode fazer ao ser humano.

    Quanto ao elenco, seria redundância arranjar adjetivos para expressar o talento de Lima Duarte e Arlete Salles. Tadeu Mello, como Guaiá, é o personagem mais engraçado do filme, quebrando o clima de tensão e perigo para as crianças.

    A Ilha do Terrível Rapaterra foi filmado praticamente em locações externas, em São Sebastião e Caraguatatuba. Como resultado, a fotografia do longa é reveladora. Paisagens ricas em imagens da fauna e flora do litoral paulista, desconhecida para muitas crianças que, atualmente, vivem cercadas pelo concreto das cidades grandes, geralmente na frente da televisão e do computador.

    O longa pode não ser um exemplo de produção e efeitos especiais, principalmente por causa do baixo orçamento, mas traz entretenimento para o público infantil que, de uma maneira lúdica e divertida, vai aprender a importância da preservação da natureza.

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