A INTÉRPRETE

A INTÉRPRETE

(The Interpreter)

2005 , 129 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sydney Pollack

    Equipe técnica

    Roteiro: Charles Randolph, Scott Frank, Steven Zaillian

    Produção: Kevin Misher, Tim Bevan

    Fotografia: Craig Haagensen, Darius Khondji

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Elenco

    Curtiss Cook, Jesper Christensen, Monty Ashton-Lewis, Nicole Kidman, Sean Penn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguns temas passaram a ser pertinentes no cinema a partir do momento em que as nações estão cada vez mais interligadas. A barreira da língua e da cultura faz com que os relacionamentos - não somente entre nações, mas interpessoais também - se tornem cada vez mais complicados e perigosos. É tênue a linha que separa guerra e paz e é exatamente isso que organizações como a ONU (Organização das Nações Unidas) oferecem: um território neutro, onde o trabalho dos intérpretes é de extrema importância. É esse o mote do thriller A Intérprete, dirigido por Sydney Pollack (A Firma).

    A intérprete do título do filme é Silvia Broome (Nicole Kidman), que trabalha na sede da ONU em Nova York. Solitária, ela encontra nesse trabalho uma forma de ter contato com a diplomacia depois de ter crescido em Matobo, país africano e fictício assolado pela guerra civil. Numa noite, ela ouve num dos fones da Organização uma conversa sobre um atentado contra Zuwanie (Earl Cameron), violento ditador de Matobo que em visita à ONU agendada a fim de fazer um discurso a delegados de todos os países. A intérprete é vista e, no dia seguinte, denuncia o que ouviu responsáveis pela dentro da ONU. Perseguida pelos que a viram na noite anterior, Silvia ganha a companhia constante dos agentes do FBI Tobin (Sean Penn) e Dot (Catherine Keener), escalados para investigar e proteger a intérprete.

    Silvia e Tobin acabam ficando amigos não somente pela tensão que os envolve, mas, também, por terem muito em comum em se tratando das pessoas que perderam durante a vida. Enquanto ele ainda está perturbado por conta de um acidente que matou sua ex-mulher recentemente, Silvia tem de lidar todos os dias com o fato de ter crescido em meio à guerra civil que matou seus pais, ainda em sua infância, e, atualmente, ameaça a vida de seu irmão. Não é somente Tobin que dá proteção à interprete, mas ela mesma passa a servir como um amparo emocional ao perturbado policial.

    Nos dias que antecedem a chegada do líder de Matobo aos EUA, a trama ganha contornos e reviravoltas surpreendentes. Com roteiro inteligente, atuações inspiradas (como sempre) do par de protagonistas e direção sóbria de Pollack, trata-se de um inteligente filme de espionagem, semelhante aos feitos por Alfred Hitchcock, como O Homem Que Sabia Demais (1956). O diretor conduz sua câmera de forma fluída pelos imponentes corredores da ONU - inclusive, este é o primeiro filme já rodado na sede e, para isso, a equipe trabalhou somente durante finais de semana e após o expediente, durante cinco meses.

    Ao pisar em terreno tão delicado como esse - a forma que os outros países interferem no governo de ditadores -, A Intérprete não cai na baboseira norte-americana de justificar qualquer intervenção militar, como vemos atualmente na vida real. Mais do que explorar os desentendimentos diplomáticos que acontecem entre os países, a produção trata da redenção e da busca pela justiça.

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