A LENDA DE BEOWULF (2007)

A LENDA DE BEOWULF (2007)

(Beowulf)

2007 , 114 MIN.

14 anos

Gênero: Animação

Estréia: 30/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Zemeckis

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Zemeckis, Roger Avary

    Produção: Jack Rapke, Robert Zemeckis, Steve Bing, Steve Starkey

    Fotografia: Robert Presley

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Estúdio: Paramount Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alison Lohman, Angelina Jolie, Anthony Hopkins, Brendan Gleeson, Crispin Glover, John Malkovich, Ray Winstone, Robin Wright Penn, Sebastian Roché

  • Crítica

    30/11/2007 00h00

    O diretor Robert Zemeckis volta a trabalhar com uma animação digital depois do infantil O Expresso Polar (2003) em A Lenda de Beowulf. Pela experiência anterior, o cineasta descobriu e pesquisou técnicas necessárias para dar vida em animação 3D a uma história fantasiosa. Usando atores reais, transformados em animação digital, o longa é baseado num poema inglês de autoria anônima que conta uma batalha aparentemente real ocorrida na Dinamarca no século 6 d.C..

    O Beowulf que dá nome ao filme é interpretado por Ray Winstone (Os Infiltrados). Herói nórdico que chega às terras do Rei Hrothgar (Anthony Hopkins), monarca de Heorot, na Dinamarca. Com fama de matador dos mais terríveis monstros, Beowulf navega até o povoado ao ouvir falar do feroz demônio Grendel (Crispin Glover). No entanto, ao livrar Heorot do monstro, o guerreiro atrai para si mesmo a ira da mãe da criatura (Angelina Jolie), que o seduz e perpetua maldições dentro da monarquia do local.

    É preciso admitir que algumas cenas são boas, como o primeiro ataque que o filme mostra de Grendel, no qual ele invade o salão de festividades de Hrothgar. E, de fato, a escolha da tecnologia de animação para que o filme obtivesse os resultados que mostra nas telas é essencial. Como complemento a essa "aura" de modernidade em volta de A Lenda de Beowulf, o longa também é exibido nas salas de exibição com equipamentos de projeção em 3D. Nos EUA, são mais de 500 salas as que exibiram o filme nesse formato; aqui, somente cinco salas têm os equipamentos compatíveis à tecnologia, em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

    A Lenda de Beowulf esbanja grandiosidade, como pede qualquer épico deste porte, e algumas cenas de ação ganham vitalidade única graças à animação. A importância da história na literatura mundial é incontestável, tendo servido como inspiração para autores como J.R.R. Tolkien, criador de O Senhor dos Anéis. Mas estamos falando de um filme e, neste sentido, A Lenda de Beowulf não tem tanta relevância. Especialmente após produções do gênero em live action como o próprio O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. Nesta questão, A Lenda de Beowulf perde o sentido. Quem precisa de um épico que parece um videogame?

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