A LENDA DO ZORRO

A LENDA DO ZORRO

(The Legend Of Zorro)

2005 , 131 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Martin Campbell

    Equipe técnica

    Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci

    Produção: Laurie MacDonald, Lloyd Phillips, Walter F. Parkes

    Fotografia: Phil Meheux

    Trilha Sonora: James Horner

    Estúdio: Amblin Entertainment, Columbia Pictures Corporation, Spyglass Entertainment

    Elenco

    Adrian Alonso, Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones, Giovanna Zacarías, Michael Emerson, Michel Bos, Nick Chinlund, Pedro Armendáriz Jr., Rowley Irlam, Shuler Hensley

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Desde que Johnston McCully escreveu A Maldição de Capistrano, em 1918, muito já se falou, se escreveu e também se filmou sobre o personagem Zorro, um justiceiro mascarado que atuava na Califórnia, quando o Estado ainda era propriedade do México. Mas, certamente, McCully se reviraria em sua tumba se visse o que fizeram agora com sua criação em A Lenda do Zorro, superprodução de US$ 80 milhões que uma penca de argumentistas e roteiristas hollywoodianos se encarregou de transformar num verdadeiro samba do crioulo doido. Ou, no caso, do mexicano doido.

    O filme até que começa bem, mostrando Alejandro de la Vega e Elena, casados e com um filho, começando a viver uma crise de relacionamento por causa do "trabalho" de Alejandro. Afinal, ser um justiceiro tempo integral consome muito tempo e energia, o que deixa as obrigações familiares em segundo plano. A princípio, parece que A Lenda de Zorro seguirá a tradicional linha "familiar" que norteia as produções comerciais americanas. Há um gostoso sabor de matinê, um clima sessão da tarde e uma produção muito bem cuidada, assinada por ninguém menos que Steven Spielberg. Porém, da metade para o final, o roteiro dá uma guinada e começa a se aproximar perigosamente das grotescas trapalhadas inconcebíveis que fizeram o fracasso de As Novas Aventuras de James West, com Will Smith. Cria-se uma estapafúrdia conspiração internacional vinda da Europa que tem por objetivo desestabilizar os EUA durante a Guerra Civil para assim puxar o tapete do que viria a ser a grande e poderosa nação do Ocidente. E, provando que as feridas da invasão americana ao Iraque ainda continuam abertas, o vilão, aqui, é um francês...

    Ficou simplesmente patética esta tentativa de relacionar o universo de Zorro com a situação norte-americana pós-11 de setembro. Um desperdício de bons atores, de um diretor competente, de uma trilha sonora emocionante e de uma produção caprichada servindo a um roteiro dos mais equivocados.

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