A LUTA PELA ESPERANÇA

A LUTA PELA ESPERANÇA

(Cinderella Man)

2005 , 146 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ron Howard

    Equipe técnica

    Roteiro: Akiva Goldsman, Cliff Hollingsworth

    Produção: Brian Grazer, Penny Marshall, Ron Howard

    Fotografia: Salvatore Totino

    Trilha Sonora: Thomas Newman

    Estúdio: Imagine Entertainment, Miramax Films, Parkway Productions, Universal Pictures

    Elenco

    Aaron Abrams, Alec Stockwell, Alex Cairns, Alicia Johnston, Alon Nashman, Andrew Stelmack, Angelo Dundee, Angelo Tsarouchas, Ariel Waller, Art Binkowski, Beau Starr, Bill Mackie, Billy Wine, Boyd Banks, Brian Jagersky, Bruce McGill, Chick Roberts, Christopher Crumb, Christopher D. Amos, Chuck Shamata, Clint Howard, Connor Price, Conrad Bergschneider, Cooper Bracken, Craig Bierko, Craig Warnock, Daniel Kash, Darrin Brown, Dave Arkell, Dave Dunbar, David Georgieff, David Huband, David Litzinger, Debra Sherman, Dominic Cuzzocrea, Duff MacDonald, Eric Fink, Everton McEwan, Fernand Chretien, Fulvio Cecere, Gavin Grazer, Gene Pyrz, George Duff, Gerry Ellison, Gerry Quigley, Gino Marrocco, Isabella Fink, Jacob Bracken, James Kirchner, James Ritz, Joanne Ritcey, John Healy, John Kalbhenn, Judah Katz, Julian Lewis, Katrina Matthews Swain, Keith Murphy, Ken James, Linda Kash, Lou Eisen, Magdalena Alexander, Mark Simmons, Mark Taylor, Matthew G. Taylor, Michael Chin, Michael Dyson, Michael McNamara, Mike Langlois, Neil Foster, Nicholas Campbell, Nick Alachiotis, Nick Carusi, Nola Augustson, Paddy Considine, Patrick Louis, Paul Giamatti, Paul Ryan, Peter Didiano, Peter MacNeill, Peter Wylie, Philip Craig, R.D. Reid, Ramona Pringle, Rance Howard, Ray Kerr, Ray Marsh, Renée Zellweger, Richard Binsley, Richard Lewis, Richard Sutton, Robert Smith, Roman Podhora, Ron Canada, Rosemarie DeWitt, Rufus Crawford, Russell Crowe, Sam Malkin, Sean Gilroy, Sergio Di Zio, Sharron Matthews, Stewart Lunn, Stuart Clark, Thomasz Kurzydlowski, Tim Eddis, Tony Munch, Troy Amos-Ross, Wayne Bourque, Wayne Flemming, Wayne Gordon

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Há alguns times que são formados para vencer. Não somente nos esportes, mas, principalmente, no cinema. Porque nos esportes ainda existe o fator "sorte", mas, no cinema, tudo depende da competência. Dessa forma, sabe-se que não é nada arriscado ver Ron Howard dirigindo Russell Crowe, repetindo a parceria do premiado Uma Mente Brilhante (2001), em A Luta Pela Esperança. Assim como no filme anterior, Howard conta uma história real: a do boxeador Jimmy Braddock.

    Braddock foi um lutador bastante popular nos EUA durante a década de 20. Campeão mundial em sua categoria, experimentou o gosto do sucesso ao lado da mulher, Mae (Renée Zellweger), e os dois filhos pequenos. No entanto, durante a Grande Depressão, que levou à miséria milhares de famílias norte-americanas em 1929, Braddock passou a sentir o gosto do fracasso. Empobrecido e decadente nos ringues, o lutador vê sua carreira entrar em declínio nesse duro período. Tendo de misturar água ao leite das crianças, o protagonista não tem medo de se humilhar junto aos ricos apostadores de lutas de boxe para pedir esmolas a fim de pagar a conta de luz, cortada por falta de pagamento. Nem pensa duas vezes ao se acotovelar com outros desempregados para conseguir um dia de trabalho no porto de Nova York.

    Como a questão da sorte é recorrente nos esportes, Jimmy Braddock, com a ajuda de seu agente Joe Gould (Paul Giamatti), consegue algumas lutas e, conseqüentemente, vitórias. Como num passe de mágica, o boxeador volta às lonas, fortalecido pelos anos de miséria. É quando ele passa a se chamado de Cinderella Man (como no título original), tornando-se um símbolo para muitos norte-americanos cuja vida entrou em decadência após a Grande Depressão.

    Assim como Rocky - Um Lutador (1976), Touro Indomável (1980) e o recente Menina de Ouro (2004), A Luta Pela Esperança se passa no mundo do boxe. O esporte serve como metáfora para a vida do protagonista, que trava lutas muito mais intensas fora da lona e esse é o foco do longa-metragem. Howard traça o retrato de um homem com caráter invejável, íntegro e dedicado à família de forma a fugir dos clichês e do sentimentalismo barato. Durante as lutas, Howard conduz sua câmera com o objetivo de levar o espectador não para dentro do estádio, mas sim para a própria lona, fazendo com que ele sinta cada golpe levado (e dado) por Braddock.

    Como o bom resultado de um filme está diretamente ligado a parcerias, não podemos esquecer de Russell Crowe, cuja atuação dá alma a A Luta Pela Esperança. O ator é capaz de mostrar a força de Braddock de uma forma honesta. E não estou falando somente nos seus ganchos de direita, mas, principalmente, na sua dureza ao lidar com a falta de dinheiro e a humilhação na miséria. Juntos, Crowe e Renée Zellweger formam a química que dá forma e cor à produção, tornando-a séria candidata à lista de melhores de 2005.

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