Pôster do filme A Luz Entre Oceanos

A LUZ ENTRE OCEANOS

(The Light Between Oceans)

2016 , 133 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 03/11/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Derek Cianfrance

    Equipe técnica

    Roteiro: Derek Cianfrance

    Produção: Jeffrey Clifford

    Fotografia: Adam Arkapaw

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: Amblin Entertainment, DreamWorks SKG, Heyday Films, LBO Productions (II), Participant Media, Reliance Entertainment, Touchstone Pictures

    Montador: Jim Helton, Ron Patane

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Alicia Vikander, Anthony Hayes, Benedict Hardie, Bryan Brown, Elizabeth Hawthorne, Emily Barclay, Florence Clery, Garry Macdonald, Gerald Bryan, Jack Thompson, Jane Menelaus, Jonathan Wagstaff, Leon Ford, Michael Fassbender, Michael Wallace, Peter McCauley, Rachel Weisz, Rosella Hart, Stephen Ure, Thomas Unger

  • Crítica

    01/11/2016 16h01

    Por Iara Vasconcelos

    O diretor Derek Cianfrance sempre gostou de retratar os relacionamentos sem os lirismos e a romantização que geralmente envolvem filmes do gênero, como comprovou no drama Namorados Para Sempre. Em A Luz Entre Oceanos, seu mais novo filme, ele volta a dar um "soco no estômago" do publico ao mostrar que o amor pode se transformar em ódio e desprezo bem mais rápido do que possamos imaginar.

    Adaptado do livro da australiana M. L. Stedman, o filme começa com Tom Sherbourne (Michael Fassbender), um solitário veterano da Primeira Guerra Mundial, aceitando um emprego como faroleiro em uma ilha distante e praticamente inabitada. Durante sua "entrevista", ele é apresentado a doce e determinada Isabel Graysmark (Alicia Vikander). Como já era de se esperar, o homem introspectivo e de coração fechado acaba se apaixonando pela moça e os dois se mudam para o farol.

    Depois de engravidar e perder o filho por duas vezes, Isabel acaba entrando em depressão. Entretanto, o aparecimento de um barco à deriva carregando um bebê e seu pai, já morto, lhe acende a esperança. Após insistir muito, e contra a vontade do marido, ela acaba ficando com a criança e a cria como se fosse sua filha biológica.

    O desenrolar desses fatos ocupa mais da metade do filme e não oferece muitos desafios ao espectador. É somente quando eles visitam os pais de Isabel e descobrem quem pode ser a verdadeira mãe da criança é que a trama consegue engatar e começa a prender o público. Mas o desfecho corrido acaba por prejudicar a execução.

    Ver os personagens de Fassbender e Vikander cometerem uma sucessão de erros é realmente desconcertante e um dos pontos que consegue envolver quem assiste, entretanto Derek Cianfrance pesa a mão nos recursos melodramáticos, fazendo com que o filme ganhe contornos de tragédia grega. Embora a atuação do casal protagonista seja de alto nível, o roteiro não tem muito o que oferecer para que eles se desenvolvam além do drama exacerbado.

    Cianfrance podia ter levantado questões éticas e morais – espaço para isso ele teve – mas preferiu seguir um caminho fácil e formulaico. Considerando que o filme foi apontado como forte candidato a disputar uma vaga no Oscar, isso nos leva a crer que as decisões do diretor foram pensadas. Infelizmente, A Luz Entre Oceanos não consegue encontrar sua identidade e acaba se transformando em um drama genérico.

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