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DEIXA ROLAR

(Playing It Cool)

2013 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 11/06/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Justin Reardon

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Shafer, Paul Vicknair

    Produção: Chris Evans, Craig J. Flores, Mary Viola, McG, Nicolas Chartier

    Fotografia: Jeff Cutter

    Trilha Sonora: Jake Monaco

    Estúdio: Voltage Pictures, Wonderland Sound and Vision

    Montador: Catherine Haight

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Abby Ryder Fortson, Anthony Mackie, Ashley Tisdale, Aubrey Plaza, Chris Evans, Devon Ogden, Fabianne Therese, Ioan Gruffudd, Jaeden Lieberher, Jeremy Glazer, Joseph Aviel, Joseph Lyle Taylor, Lara Everly, Luke Wilson, Marcus Natividad, Martin Starr, Matthew Morrison, Michelle Monaghan, Patrick Warburton, Philip Baker Hall, Sarah Dumont, Scott Evans, Sean Carrigan, Tony Cavalero, Topher Grace

  • Crítica

    10/06/2015 19h00

    Por Iara Vasconcelos

    Em sua estreia em longas-metragens, Justin Reardon certificou-se de usar os clichês mais famosos das comédias românticas. Com o trunfo de ter Chris Evans como protagonista, Deixa Rolar ameaça uma guinada para outra direção, aparentando de início ser uma espécie de anti-romance ou na linha realista como (500) Dias Com Ela e Alta Fidelidade, mas acaba caindo nos fatalismos do amor.

    Na trama, Evans vive um roteirista que se fechou completamente para relacionamentos sérios, resumindo suas interações com o sexo oposto em um jogo de gato e rato cujo objetivo é conseguir o maior número de transas casuais possíveis. Para simbolizar essa ruptura, ele possui um alter-ego imaginário que associa como seu coração. A figura funciona como uma espécie de conselheiro que está sempre a postos para garantir que ele não se apaixone.

    Acontece que ele é contratado para escrever uma comédia romântica, mas como fazê-lo se desacredita na existência do amor? Claramente isso não é problema, já que não demora muito para que ele se apaixone perdidamente pela "mulher perfeita". Interpretada por Michelle Monaghan, a moçoila possui qualidades admiráveis, além de ser linda e atraente, ela é uma filantropa que se dedica a todos os tipos de causa, desde alimentar crianças carentes na África, até salvar animais em extinção. Só há um porém: Ela é comprometida.

    Mas como o protagonista ( que no filme é identificado como "ele" ou "narrador") é um malandro de primeira e não desiste fácil, faz de tudo para se aproximar da bela morena, mesmo que para isso tenha que fingir gostos ou adotar uma personalidade que não lhe apetece. É aí que a trama segue por caminhos perigosos. O personagem de Evans acredita que é plenamente possível fazer uma mulher mudar de ideia, afinal, elas nunca sabem o que realmente querem, certo? "As mulheres querem ser disputadas. Querem ser desejadas", dizia seu avô. Só é necessário avisá-lo que não vivemos mais na década de 50.

    Ao longo do filme, temos a impressão de que o roteirista não precisa de um amor e sim de um psiquiatra. Em uma das cenas, ele arranca o anel de noivado da moça e joga em um lago, em uma atitude completamente desequilibrada. De quebra, o diretor ainda apela para a psicologia barata e tenta relacionar a atitude fria e fechada do homem com a falta da presença da mãe em sua infância.

    Deixa Rolar ainda consegue respirar entre as cenas cômicas lideradas por Aubrey Plaza e Luke Wilson – não por acaso que a comediante de Parks and Recreation faz o papel da amiga friendzoneada (que original) -, mas o filme é a prova viva de que um bom elenco não é suficiente para segurar um roteiro ruim. Pelos menos Evans ainda pode pegar seu escudo e partir para junto dos Vingadores.

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