A MARCHA DOS PINGÜINS

A MARCHA DOS PINGÜINS

(March Of the Penguins/ La Marche de l'Empereur)

2005 , 85 MIN.

anos

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Luc Jacquet

    Equipe técnica

    Roteiro: Jordan Roberts, Luc Jacquet, Michel Fessler

    Produção: Christophe Lioud, Emmanuel Priou, Yves Darondeau

    Fotografia: Jérôme Maison, Laurent Chalet

    Trilha Sonora: Alex Wurman, Émilie Simon

    Estúdio: Bonne Pioche

    Elenco

    Charles Berling e Jules Sitruk. Patrícia Pillar e Antônio Fagundes, Morgan Freeman

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A Marcha dos Pingüins chega no Brasil trazendo uma marca, no mínimo, impressionante: passou pelos cinemas dos EUA batendo recordes atrás de recordes. Hoje, é o filme francês mais visto pelos norte-americanos, batendo O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain (2001). Além disso, é o segundo documentário mais visto pelo mesmo público, perdendo somente para Fahrenheit 11 de Setembro (2004). No Oscar, principal premiação do cinema norte-americano, foi escolhido como o Melhor Documentário. Portanto, em 2005, foi o filme do gênero mais apreciado pelos americanos. É para tanto? Não. A Marcha dos Pingüins é, no máximo, um documentário diferente e bonitinho. Não muito mais do que isso.

    Talvez o que há de mais interessante em falar sobre A Marcha dos Pingüins é toda essa comoção que a produção causou nos cinemas norte-americanos. Afinal, esse é um público que adora uma comoção para gerar bilheteria. No geral, este documentário de produção francesa não faz mais do que incorporar elementos populares ao formato. O que pode ser bom para ajudar a popularizar ainda mais o gênero. Mas, repito, não é para tanto.

    As câmeras em A Marcha dos Pingüins são focadas nos pingüins imperadores que vivem na inóspita e gelada Antártida. O filme acompanha a perpetuação dessa espécie em pleno inverno - que pode ser bem cruel naquela região. Enfrentando ventos gelados, tempestades de neve e a fome, machos e fêmeas passam pelo acasalamento e a conservação dos ovos durante toda a estação para que, finalmente, pequenos pingüins nasçam e continuem esse ciclo simples e, ao mesmo tempo, extremamente complexo.

    As imagens são fenomenais. Os pingüins, todos reunidos em busca de aquecimento em meio a tempestades de neve, formam uma massa linda de se ver. Além disso, A Marcha dos Pingüins captura momentos nos quais a aurora boreal ocupa os céus da Antártida. Aqui, a narração fica por conta do pensamento dos próprios pingüins. Há um casal principal - o que é impossível de identificar, já que os animais são idênticos entre si - na narração e, juntos, vão contando a verdadeira saga que é atravessar o gelo do oceano a um local seguro à procriação. As músicas que compõem a trilha sonora original - interpretada por Émilie Simon em canções bastante parecidas com as da islandesa Björk - também ajudam a contar a história. O documentário, portanto, não tem um narrador, digamos. E, na versão nacional, conta com as vozes de Patrícia Pillar e Antônio Fagundes.

    Na verdade, acredito ser inexplicável toda essa comoção que A Marcha dos Pingüins causou nos cinemas, principalmente os norte-americanos. Afinal, esse processo de acasalamento pelo qual os pingüins passam já foi tema de inúmeros programas televisivos. Mas é preciso admitir que o documentário é divertido. O que não é difícil, já que pingüins são animais bem engraçadinhos, especialmente os filhotes. O filme também ganha pontos graças às belíssimas imagens. Dirigido por Luc Jacquet, especializado em produções sobre a vida selvagem, A Marcha dos Pingüins retrata muito bem esse ambiente inóspito onde os animais vivem. Mas, além disso, o documentário atribui valores estritamente humanos - como amor, ciúmes e medo - aos animais, o que ajuda a levar seu ambiente ao do espectador.

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