A MASSAI BRANCA

A MASSAI BRANCA

(Die Weisse Massai)

2005 , 132 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/09/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hermine Huntgeburth

    Equipe técnica

    Roteiro: Corinne Hofmann, Johannes W. Betz

    Produção: Günter Rohrbach

    Fotografia: Martin Langer

    Trilha Sonora: Niki Reiser

    Estúdio: Constantin Film Produktion

    Elenco

    Antonio Prester, Damaris Itenyo Agweyu e Barbara M. Ahren, Helen Namaso Lenamarken, Jacky Ido, Janek Rieke, Katja Flint, Nicolas Sironka, Nina Hoss

  • Crítica

    21/09/2007 00h00

    Muitas vezes, fazer um bom filme significa apenas contar uma história de forma bem-feita. Se é que a palavra "apenas" pode vir antes da expressão "contar uma história de forma bem-feita". Este é o caso da produção alemã A Massai Branca, filme que deu a Nina Hoss o prêmio de melhor atriz no Festival da Bavária. Os cinéfilos apaixonados, ávidos por inovações na linguagem cinematográfica ou por ousadias técnicas e narrativas, talvez não gostem. Afinal, A Massai Branca é "apenas" uma história bem contada. E história real.

    A partir do livro autobiográfico de Corinne Hofmann, a diretora Hermine Huntgeburth (Bibi, a Bruxinha) narra de maneira sóbria e cronológica a incrível saga de Carola (Nina Hoss), uma mulher suíça, de classe média alta, que passa as férias no Quênia em companhia do namorado. Tudo transcorre da maneira mais normal possível, até o momento em que ela conhece Lemalian (o estreante Jacky Ido, nascido em Burkina-Faso), um belo guerreiro negro da cultura queniana denominada Massai, por quem ela se apaixona louca e imediatamente. O rapaz passa a ser uma obsessão na vida de Carola a ponto dela abandonar o namorado e se embrenhar pelos mais subdesenvolvidos caminhos africanos em busca de Lemalian.

    A atração pelos opostos, de forma extrema, é uma das questões básicas levantadas por A Massai Branca: até que ponto são suportáveis os choques culturais vividos por uma européia branca de formação capitalista e um pastor de cabras africano que habita uma comunidade nas montanhas? Até onde pode chegar a determinação de uma pessoa disposta a abandonar todas as suas raízes por amor? Ou seria apenas uma obsessão? Uma vontade desesperada de mudança?

    O filme não pretende responder a estas questões irrespondíveis, muito menos criar cinematograficamente em cima do tema. Talvez a opção da diretora pela narrativa mais simples e linear possível seja justamente a de deixar toda a perturbação apenas para a trama em si, que já é por si só enigmática e inacreditável, mesmo baseado numa história acreditável. De certa forma, esta simplicidade funciona: A Massai Branca é um filme que se acompanha com interesse e curiosidade até a última cena. Como sempre acontece com as histórias bem contadas.

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