A MINHA VERSÃO DO AMOR

A MINHA VERSÃO DO AMOR

(Barney’s Version)

2010 , 132 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 21/04/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard J. Lewis

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Konyves

    Produção: Robert Lantos

    Fotografia: Guy Dufaux

    Trilha Sonora: Pasquale Catalano

    Estúdio: Serendipity Point Films, The Harold Greenberg Fund

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Dustin Hoffman, Jake Hoffman, Minnie Driver, Paul Giamatti, Rosamund Pike, Scott Speedman

  • Crítica

    20/04/2011 12h15

    O que esperar de um homem que liga de madrugada para o novo marido de sua ex-esposa só para provocá-lo, dizendo que não sabe o que fazer com as fotos que ela tirou nua, anos atrás? Assim é Barney Panofsky (Paul Giamatti, ótimo como de costume), produtor de TV, um sessentão inseguro que até fica feliz ao saber, no dia seguinte, que sua molecagem noturna provocou um enfarto em seu “oponente”. É sobre Barney que gira A Minha Versão do Amor, filme baseado no livro Barney’s Version, do escritor canadense de origem judaica Mordecai Richlei.

    O personagem é dos mais controversos. É capaz de se entregar perdidamente ao objeto de seu desejo/amor, ao mesmo tempo em que pode colocar tudo a perder por um capricho ou momento de tesão. Em sua profunda insegurança, não consegue ficar sozinho, e por isso casa-se compulsiva e repetidamente. Movido e motivado pelo álcool, tem a incrível capacidade de se meter em encrencas, sendo inclusive o principal suspeito de matar seu melhor amigo. Libertário? Patético seria a palavra mais correta.

    Um Midas às avessas, Barney praticamente destrói tudo o que toca. Mas tem nuances e camadas suficientes para render um bom filme, dirigido por um Richard L. Lewis (de vários capítulos de CSI). Irregular, talvez tão oscilante quanto seu protagonista, capaz também de alternar belas cenas com momentos menos inspirados.

    O resultado é um filme coerente com seu personagem principal, cheio de altos e baixos, de repentes tocantes e/ou divertidos, mas que no final tem o mérito de colocar no espectador uma semente de inquietação ou, no mínimo, de dúvida sobre este anti-herói a quem ama e se repele com intensidades parecidas.

    A Minha Versão do Amor pode não ser o grande filme inesquecível do ano. Mas deixará inesquecíveis lembranças e sensações. Um trabalho delicadamente imperfeito, como a própria vida. Curiosidade: Jake Hoffman, que faz o papel do neto de Dustin Hoffman, na vida real é filho dele.

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