PÔSTER DE A MONTANHA MATTERHORN

A MONTANHA MATTERHORN

(MATTERHORN)

2013 , 87 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 03/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Diederik Ebbinge

    Equipe técnica

    Roteiro: Diederik Ebbinge

    Produção: Gijs van de Westelaken

    Fotografia: Dennis Wielaert

    Estúdio: Column Film

    Montador: Michiel Reichwein

    Elenco

    Alex Klaasen, Ariane Schluter, Elise Schaap, Helmert Woudenberg, Kees Alberts, Ko Aerts, Lucas Dijker, Michel Sluysmans, Porgy Franssen, René van 't Hof, Sieger Sloot, Ton Kas

  • Crítica

    01/07/2014 10h57

    Fred (Ton Kas) é um homem viúvo e religioso que mora sozinho e leva uma vida árida é totalmente desprovida de conexão humana. Atravessa seus dias monótonos e tristes sem grandes surpresas até que um novo personagem chega para virar sua rotina do avesso.

    Ele é Theo (René van 't Hof), morador de rua com deficiência intelectual que aparece um dia na pequena cidade. A relação improvável entre esses dois estranhos, e as mudanças decorrente dela, é o mote desta tragicomédia holandesa bem dirigida e com ótimo desenvolvimento dramático de seus personagens.

    Fred é um tipo reservado cujas atitudes não revelam muito sobre seu passado. É aos poucos que o filme vai dando algumas pistas do que levou este homem a seu cotidiano solitário e taciturno. Como uma foto dele e da esposa na frente da Montanha Matterhorn, que alimenta nele profunda tristeza por não ter voltado ao local com a mulher enquanto ela ainda estava viva.

    Fred resolve ajudar Theo, que claramente não consegue administrar a própria vida. Mas o ato de benevolência faz Fred enfrentar uma jornada pessoal de entendimento, percepção e afeição. Uma relação que fará o personagem repensar as fortes convicções religiosas que o levaram a expulsar seu filho homossexual de casa. Enquanto isso, a pequena cidade onde a história se desenrola é tomada por especulações e fofocas sobre a amizade dos dois.

    A Montanha Matterhorn, no entanto, não tem como tema central a religião ou homossexualidade. Fala sobre tolerância, autoaceitação, sobre estar confortável consigo mesmo. O roteiro inteligente consegue ser engraçado e perspicaz ao mesmo tempo, de forma equilibrada, e sem cair nas armadilhas óbvias que as questões envolvidas poderiam suscitar.

    Um trabalho de estreia realmente elogiável do diretor Diederik Ebbinge, também autor da história, que consegue proporcionar ao espectador aquele tipo de experiência de imersão que faz com que o filme permanece na memória depois que sobem os créditos.

    Além de trabalhar com perfeição o arco dramático dos personagens, o conjunto técnico (direção de arte, trilha sonora, fotografia, etc) está alinhado ao enredo resultando num longa redondo, com personalidade e recompensador.

    Se você está procurando algo inteligente e bem feito, A Montanha Matterhorn é definitivamente isso. Um filme que vale cruzar a cidade e enfrentar um congestionamento pra ver.

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