A MORTE DE GEORGE W. BUSH

A MORTE DE GEORGE W. BUSH

(Death Of a President)

2006 , 96 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 07/03/2008

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Gabriel Range

    Equipe técnica

    Roteiro: Gabriel Range, Simon Finch

    Produção: Ed Guiney, Gabriel Range, Simon Finch

    Fotografia: Graham Smith

    Trilha Sonora: Richard Harvey

    Elenco

    Becky Ann Baker, Brian Boland, Hend Ayoub, Jay Patterson, Jay Whittaker, Robert Mangiardi

  • Crítica

    07/03/2008 00h00

    A idéia de O Assassinato de George W. Bush é genial: fazer um mockumentário (como são chamados os documentários falsos, como o recente Borat) sobre o que aconteceria caso o atual presidente norte-americano George W. Bush fosse assassinato, teoria nada absurda se contarmos a relação negativa que o governante da nação mais poderosa do mundo tem recebido por comandar desde 2003 uma invasão ao Iraque.

    Entrevistando seguranças e pessoas envolvidas na investigação sobre quem seria o autor dos disparos, o falso documentário revela ser influência direta dos filmes do documentarista Errol Morris, principalmente o genial A Tênue Linha da Morte (lançado em DVD no Brasil em 2007), ao trabalhar as possibilidades de suspeitas e também na própria montagem, intercalando cenas de entrevistados e reconstituições. Além disso, A Morte de George W. Bush ainda conta com cenas de arquivo do presidente em questão, a sombra de terror que ficou nos EUA após os atentados de 11 de setembro e como esse fatídico episódio pode levar a más-interpretações num caso como este.

    O fato de A Morte de George W. Bush ser um documentário falso dá a liberdade ao diretor, Gabriel Range, a imaginar situações, mas totalmente preso à realidade. O protesto pelo qual Bush passa, que acaba tendo como conseqüência seu assassinato, é tão real que engana. Aliás, toda a produção é bem-filmada a ponto de realmente parecer um documentário, até aquela câmera trêmula de cinegrafista que não quer perder nenhum lance nos acontecimentos, sabe? As cenas nas quais os atores "contracenam" com Bush são ótimas, criadas a partir de imagens do presidente e efeitos digitais.

    A Morte de George W. Bush é um documentário falso e certinho. Até demais. E não precisava ser assim principalmente por ser falso. Não há inovação ou desafio além do próprio tema em si. O que não é ruim, mas pode servir para deixar o espectador ligeiramente entediado.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus