A MORTE E VIDA DE CHARLIE

A MORTE E VIDA DE CHARLIE

(Charlie St. Cloud)

2010 , 99 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/01/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Burr Steers

    Equipe técnica

    Roteiro: Craig Pearce, Lewis Colick

    Produção: Marc Platt, Michael Fottrell

    Fotografia: Enrique Chediak

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Estúdio: Marc Platt Productions, Relativity Media, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Amanda Crew, Charlie Tahan, Donal Logue, Kim Basinger, Ray Liotta, Zac Efron

  • Crítica

    17/01/2011 13h58

    Após trabalhar como ator (sem grande destaque) nos anos 90, Burr Steers realizou uma promissora estreia como roteirista e diretor no talentoso e premiado A Estranha Família de Igby, em 2002. Com Zac Efron, o astro de High School Musical, no papel principal, Steers dirigiu 17 Outra Vez, em 2009, com resultados até que satisfatórios. Agora, a dupla Steers/Efron novamente se reúne em A Morte e Vida de Charlie, drama romântico espiritualista que visa alavancar a carreira de Efron, tentando tirar-lhe a pecha de “ator adolescente bonitinho”.

    A partir do livro de Ben Sherwood, o roteiro de Lewis Colick (de O Céu de Outubro) e Craig Pearce (de Moulin Rouge – O Amor em Vermelho) conta a história de Charlie (Efron), rapaz com grande talento para esportes náuticos que mora numa cidadezinha paradisíasca na costa oeste americana. Tudo está pronto para o seu sucesso pessoal e esportivo, quando um acidente mata seu irmão mais novo, Sam (Charlie Tahan, de Eu Sou a Lenda). Sentindo-se culpado, Charlie se propõe a cumprir uma promessa feita antes da tragédia: a de se encontrar com o irmão todo final de tarde, para treinar beisebol. O que a princípio pode parecer delírio e perturbação de fato acontece: o irmão morto realmente aparece todos os dias para cobrar a promessa. Porém, ambos precisam se libertar deste macabro compromisso.

    Coincidência ou não, tem sido forte a tendência cinematográfica recente de abordar a vida após a morte. Se Nosso Lar foi catequético e Além da Vida foi pungente, só para citar dois exemplos recentes, pode-se dizer que A Morte e Vida de Charlie é melodramático. Para o bem e para o mal. Mão pesada, o diretor Steers abusa nas cores e no açúcar. Música exagerada, crepúsculos em profusão e sentimentos rasgados tornam o filme agradável para os fãs de um bom folhetim, e dispensável para quem prefere sutilezas ou uma linguagem cinematográfica mais elaborada.

    Formal e tecnicamente, não faz feio. Artisticamente, faz.


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