Pôster de A morte te dá parabéns 2

A MORTE TE DÁ PARABÉNS 2

(Happy Death Day 2U)

2019 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 21/02/2019

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Christopher Landon

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher Landon

    Produção: Jason Blum, Ryan Turek

    Fotografia: Toby Oliver

    Trilha Sonora: Bear McCreary

    Estúdio: Blumhouse Productions, Digital Riot Media

    Montador: Ben Baudhuin

    Distribuidora: Universal

    Elenco

    Alexis Holloway, Blaine Kern III, Brent Phillip Henry, Caleb Spillyards, Cariella Smith, Charles Aitken, GiGi Erneta, Israel Broussard, Jessica Rothe, Kaleb Naquin, Laura Clifton, Phi Vu, Rachel Matthews, Rob Mello, Ruby Modine, Sarah Yarkin, Steve Zissis, Suraj Sharma, Tenea Intriago, Tran Tran, Wendy Miklovic

  • Crítica

    08/03/2019 16h50

    Por Pedro Venturini

    Seguir os mesmos passos e reaproveitar as ferramentas de sucesso do filme anterior sempre parece uma boa ideia, o problema é quando a execução torna aquilo que poderia ser outra vez envolvente e curioso em uma sequência que busca apenas justificar os acontecimentos do primeiro longa e desperdiça muito do potencial. É com esse equívoco que A Morte Te Dá Parabéns 2, continuação do longa de 2017, precisa lidar ao trazer novamente Christopher Landon na direção.

    O longa retoma a narrativa no dia seguinte aos acontecimentos vistos no primeiro filme, dessa vez acompanhamos o já conhecido Ryan (Phi Vu) preso no mesmo ciclo de ser assassinado e retornar ao mesmo dia repetidas vezes, assim como Tree (Jessica Rothe) se viu durante o primeiro longa. Aos poucos, ambos partem em busca de explicações que mesclam elementos de sci-fi com muito humor e um pouco dos elementos slasher já apresentados anteriormente.

    Claro que é uma grata surpresa ver tantos elementos do primeiro longa já nas primeiras cenas da sequência, por exemplo, a pegada os jump scares, aquele humor que ri de si mesmo e das situações nos quais se encontram os personagens, fazendo com que as cenas sejam tão leves quanto improváveis. É dessa premissa que o longa não abre mão e que fizeram do primeiro filme um sucesso de bilheteria. No entanto, há erros na forma com que conduz a narrativa.

    Observar a perspectiva de um personagem diferente preso no mesmo ciclo vicioso é curioso e abre espaço para que o espectador imagine as diferentes reações que Ryan poderia ter tido, mas a decisão do roteiro foi a de retornar à perspectiva de Tree tão precipitadamente que os novos elementos passam a se perder. Com isso, o longa perde a oportunidade de explorar melhor um novo personagem tornando-o apenas mais uma das ferramentas usadas apenas justificar os acontecimentos anteriores e dar continuidade à história.

    A pegada sci-fi é uma ferramenta que abre algumas das diversas discussões trazidas, como a discussão ética que Tree passa a viver ao saber que sua mãe está em uma realidade paralela e que existe a possibilidade de permanecer ali e viver a vida que pertence à outra pessoa. O rumo da produção introduz novas vertentes à franquia, deixando assim aberta a possibilidade de uma nova sequência. Será?

    Outro grande problema do longa é que muito do potencial, seja em aproveitar melhor os personagens e a ambientação já construída no anterior, é desperdiçado com um roteiro que em boa parte do tempo se prende em justificar os fatos ocorridos no antecessor e acaba não empolgando por se tornar previsível e carregado de soluções fáceis. Tratando-se de uma produção sobre viagens no tempo e multiverso as possibilidades de se inovar são inúmeras, mas poucas vezes vemos isso acontecer.

    As atuações conseguem manter o clima leve mesmo nas cenas mais dramáticas. Jessica Rothe é responsável por construir uma personagem que soa como um alívio para as tensões produzidas e no geral sua atuação é o que é necessário para manter a produção nos trilhos, equilibrando as doses de humor e suspense. Destacaria também a atuação de Phi Vu, que no primeiro longa já servia como um alívio cômico e é confortante vê-lo já no início da sequência como um jovem atrapalhado que se torna um dos destaques da produção. A forma com que os laços entre os personagens foram construídos alternam entre o óbvio cheio de reações esperadas e alguns momentos de ligações mais profundas e convincentes.

    É entre erros e acertos que A Morte Te Dá Parabéns 2 se sustenta, abrindo novas premissas para futuras sequências e enterrando outras soluções maravilhosas em um longa mal executado que não tem segurança para acreditar no universo que criou e na história que conta ao espectador. A sensação ao final do longa é de que de poderia ter sido melhor. Mas vale a pena se o espectador acreditar que todas as premissas abertas pelos elementos de ficção cinetífica podem justificar um segundo longa verdadeiramente bom. Do contrário, temos apenas bom potencial e empenho desperdiçados em uma produção que não sabe onde ir com seus acertos.

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