A MULHER DO MEU AMIGO

A MULHER DO MEU AMIGO

(A Mulher do Meu Amigo)

2008 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 20/11/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Claudio Torres

    Equipe técnica

    Roteiro: Claudio Torres

    Produção: Breno Silveira, Pedro Buarque de Hollanda

    Trilha Sonora: Luca Raele, Maurício Tagliari

    Estúdio: Conspiração Filmes

    Elenco

    Marcos Palmeira, Maria Luísa Mendonça, Mariana Ximenes, Otávio Muller

  • Crítica

    20/11/2008 00h00

    Depois de estrear na direção com o irônico Redentor, o cineasta Cláudio Torres (filho de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, irmão de Fernanda Torres) resolveu jogar fora toda a densidade de seu primeiro trabalho, bem como a complexidade estética, em nome da diversão vazia. É isso que ele faz em seu segundo trabalho como diretor, A Mulher do Meu Amigo, adaptação cinematográfica da peça Largando o Escritório, do dramaturgo e cineasta Domingos Oliveira (Juventude).

    A Mulher do Meu Amigo propõe uma troca de casais calcada na comédia rasgada: um advogado bem-sucedido, mas cansado de trabalhar em transações inescrupulosas (Marcos Palmeira), casado com a filha (Mariana Ximenes) do chefe (Antônio Fagundes), resolve largar o emprego após passar um fim de semana na casa de veraneio do sogro, acompanhado pelo melhor amigo (Otávio Muller) e sua esposa um tanto quanto inocente (Maria Luiza Mendonça). A situação faz com que as vidas de todos os envolvidos sejam radicalmente modificadas.

    Com estética limpa de qualquer personalidade, com cara de propaganda de margarina, A Mulher do Meu Amigo é um desfile de atuações sempre num tom acima do necessário - o que acaba irritando - e logos de anunciantes. Palmeira e Maria Luiza até que conseguem encontrar certa dignidade em suas atuações na medida em que o filme avança, principalmente a atriz, dificilmente escalada para interpretarem mulheres que não prezam pela inteligência.

    No entanto, o que temos em A Mulher do Meu Amigo é uma seqüência de situações capazes de despertar a vergonha alheia (quando você fica encabulado pelos outros). Com muitas tomadas aéreas, locações e figurinos luxuosos, é uma comédia barata numa formatação glamurosa, esbanjando luxo em situações non sense (repare na cena final, que reúne um advogado redimido ao ajudar pessoas humildes, um caixa eletrônico e um carro, tudo sob o mesmo teto!).

    Uma decepção para quem espera o mesmo diretor de Redentor, mas pode trazer certo sucesso junto ao público sempre disposto a encarar comédias - mesmo que não tão engraçadas, como é este caso - nas salas de cinema.

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