A MULHER INVISÍVEL

A MULHER INVISÍVEL

(A Mulher Invisível)

2009 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 05/06/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Claudio Torres

    Equipe técnica

    Roteiro: Adriana Falcão, Claudio Torres

    Produção: Cecilia Grosso, Daniel Filho

    Fotografia: Ralph Strelow

    Elenco

    Fernanda Torres, Luana Piovani, Lúcio Mauro, Maria Luísa Mendonça, Maria Manoella, Paulo Betti, Selton Mello, Vladimir Brichta

  • Crítica

    03/06/2009 17h25

    Protagonizada por Selton Mello (Meu Nome Não É Johnny), a comédia A Mulher Invisível é dirigida por Cláudio Torres (A Mulher do Meu Amigo), que, depois de passar por diversos gêneros em seu filme de estreia, Redentor (2004), foca sua carreira cada vez mais na comédia.

    Mello interpreta Pedro, que, após ser abandonado pela esposa (vivida por Maria Luiza Mendonça, que estava no filme anterior de Torres, A Mulher do meu Amigo), acredita ter encontrado a mulher ideal: Amanda (Luana Piovani), sua belíssima e dedicada vizinha. Ao mesmo tempo, seu amigo Carlos (Vladimir Brichita) não acredita em amor e o desencoraja a investir numa relação com uma mulher que ninguém conhece. Maria Manoella é a vizinha real de Pedro, casada com um policial violento e nada carinhoso; reprimida pelo casamento mal-sucedido, nutre uma estranha relação de paixão pelo vizinho, cuja vida ela acompanha por meio dos sons que ouve através da parede.

    A Mulher Invisível é uma comédia baseada nos sentimentos. O que os personagens sentem é o norte da ação do roteiro, assinado por Torres e Adriana Falcão (A Máquina). O principal deles é a solidão e Selton Mello é o tipo de ator amplo o suficiente para demonstrar os meandros afetivos os quais seu personagem experimenta, passando pela depressão profunda após o abandono da mulher até a euforia extrema ao encarar uma relação com a nova vizinha - lindíssima, prestativa, cuidadosa e que entende de futebol, porém imaginária, o que ele demora a descobrir. Coube a Luana Piovani (O Casamento de Romeu e Julieta) a tarefa de personificar a mulher perfeita que cria. Com figurinos sumários, constituídos por roupas curtas e lingerie, Luana personifica muito bem a mulher perfeita presente no imaginário masculino, elemento que certamente arrastará boa parte do público masculino às salas. Valem destaque os coadjuvantes, Vladmir Brichta e Maria Manoella, além de Fernanda Torres, que rouba a cena sempre que aparece como a irmã de Vitória.

    Com trilha sonora composta por músicas internacionais, em sua maioria – como Janis Joplin, Ramones e a exceção Lobão -, A Mulher Invisível é um filme sem pretensões muito altas. Ele não utiliza elementos fantásticos como Se Eu Fosse Você 2, também não tenta abordar um drama mais psicológico, como Divã, mas tem como norte um personagem muito bem construído, explorando elementos reais da essência masculina, sendo capaz de fazer piada quando pode em torno dessa solidão pela qual o protagonista passa.

    Embora irregular no seu humor, A Mulher Invisível ainda é capaz de entregar o que pretende: algumas risadas acompanhadas de pipoca.

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