A MÚMIA: TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO

A MÚMIA: TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO

(The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor)

2008 , 112 MIN.

Gênero: Ação

Estréia: 01/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Cohen

    Equipe técnica

    Roteiro: Alfred Gough, Kevin Jarre, Lloyd Fonvielle, Miles Millar

    Produção: Bob Ducsay, James Jacks, Sean Daniel, Stephen Sommers

    Fotografia: Simon Duggan

    Trilha Sonora: John Debney, Randy Edelman

    Estúdio: Relativity Media, Universal Pictures

    Elenco

    Albert Kwan, Anthony Wong Chau-Sang, Brendan Fraser, Isabella Leong, Jet Li, John Hannah, Luke Ford, Maria Bello, Michelle Yeoh, Russell Wong, Tian Liang

  • Crítica

    01/08/2008 00h00

    Já reparou como a China anda aparecendo bastante nos filmes hollywoodianos atuais? Depois da animação Kung Fu Panda - para citar somente um dos projetos envolvendo o país -, a cultura chinesa volta à telona em A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, cujo projeto existe (e já foi até cancelado) desde 2004.

    Com orçamento de polpudos US$ 175 milhões, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão é precedido por A Múmia (1999) e O Retorno da Múmia (2001), que renderam nada menos do que US$ 830 milhões nos cinemas ao redor do mundo. Stephen Sommers, diretor dos dois primeiros filmes, não voltou para dirigir este terceiro, tendo sido substituído por Rob Cohen (Stealth - Ameaça Fantasma), diretor mais experiente em longas de ação. Aliás, somente o protagonista, Brendan Fraser, e o ator John Hannah - que interpreta o cunhado do personagem de Fraser - marcam presença nos três longas da série. Neste filme, Rachel Weisz é substituida por Maria Bello (Encurralados) no papel da mocinha.

    Como já foi mencionado, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão tem sua ação na China. O tal do imperador dragão do título é o malvado Han (Jet Li), cujo maior desejo é ser imortal para conquistar todos os territórios possíveis. Isso dois mil anos antes da ação presente no filme. Mas, quando o imperador é traído e amaldiçoado pela feiticeira Zi Juan (Michelle Yeoh), ele e seu exército viram estatuas de terracota até que alguém retire o feitiço dele. Evidentemente, Rick (Brendan Fraser) e Evelyn (Maria Bello) são envolvidos nessa trama, mas, desta vez, contam com a "ajuda" de seu único filho, Alex (o desconhecido Luke Ford), que, como os pais, quer se tornar um aventureiro em busca de antiguidades raras. Ao lado da bela Lin (Isabella Leong), o grupo tenta impedir o imperador malvado de ressuscitar e espalhar a desgraça pelo planeta.

    Os US$ 175 milhões gastos na produção de A Múmia: Tumba do Imperador Dragão são refletidos na tela por meio dos efeitos especiais bastante caprichados, assim como a direção de arte, que aposta na estética chinesa. Brendan Fraser continua mostrando que é capaz de aliar carisma e força para segurar o papel de protagonista num filme de aventura, mas, no elenco, torna-se o único destaque. Maria Bello não supera Rachel Weisz em termos de beleza e atuação; Luke Ford, filho do casal protagonista, não tem carisma suficiente para ser, talvez, sucessor de Fraser na franquia e Jet Li fica escondido sob os efeitos que o transformam em estátua.

    No entanto, é preciso admitir que foi uma escolha corajosa investir tanto dinheiro numa produção falada, em sua maior parte, em chinês, uma vez que é notória a rejeição do público norte-americano a filmes falados em língua estrangeira. Talvez a Universal realmente acredite na mudança da postura do público ou mesmo que a ação e os efeitos especiais de A Múmia: Tumba do Imperador Dragão sejam fortes motivos para levar os espectadores ao cinema. De qualquer forma, a franquia é forte, mas tem na manga somente uma série de efeitos especiais. Para quem não quer mais do que isso, pode agradar.

    Em tempo: A tumba do imperador Han foi inspirada pela tumba real do primeiro imperador da dinastia Qin, também povoada por estatuas de soldados esculpidos em terracota. O sarcófago fica em Xi'an, na China, e as estatuas já foram expostas no Brasil em 2003.

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