A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS

A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS

(A Oitava Cor do Arco-Íris)

2004 , 80 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Amauri Tangará

    Equipe técnica

    Roteiro: Amauri Tangará

    Produção: Táti Mendes

    Fotografia: André Luís da Cunha

    Trilha Sonora: Maestro Fabrício Carvalho

    Estúdio: Artes Brasil

    Elenco

    Diego Borges, Izabel Serra, Renan Dimuriez, Waldir Bertúlio

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O mercado cinematográfico brasileiro não costuma ser muito justo com produções nacionais, especialmente as melhores. A Oitava Cor do Arco-Íris, de 2004, marca o primeiro longa-metragem produzido no Estado do Mato Grosso. Exibido na 28ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, conseguiu somente agora um minúsculo espaço no circuito exibidor (somente no Rio de Janeiro e São Paulo), e ainda corre o risco de ficar somente uma semana em cartaz. Se fazer filme no Brasil é difícil, exibir é mais ainda.

    No pequeno distrito de Nossa Senhora da Guia, a mais ou menos 30 quilômetros de distância de Cuiabá, vive o menino Joãozinho (Diego Borges). Abandonado pelos pais, foi criado pela avó, que está muito doente. Um dia, ele ouve suas desesperadas preces e toma uma decisão radical: ele parte para a capital para vendeu sua cabrita Mocinha e, com o dinheiro, comprar remédios para a avó. Sem saber o valor do animal, muito menos quais medicamentos deve comprar, Joãozinho pega carona a Cuiabá e toma contato com uma série de situações e pessoas típicas de uma cidade maior do que a vila na qual cresceu. Ao mesmo tempo, toma contato com a arquitetura da cidade, passando por prédios modernos, monumentos e construções antigas.

    Na maior parte do tempo, o protagonista passa por alguns pontos turísticos de Cuiabá arrastando a coitada da cabrita que, frágil, mal consegue andar. São poucos os diálogos e, quando existem, são clichês. A trilha sonora, presente em boa parte dos 80 minutos de filme, não ajuda o espectador a entrar na história. É um filme que evidentemente conta com poucos recursos e cheio de defeitos, especialmente em se tratando na narrativa, mas é cheio de boas intenções. Mas o menino Diego Borges, que interpreta o protagonista, até que tem um certo carisma. O argumento é bem-bolado e o filme ainda consegue ter alguns momentos lúdicos, mas acaba chegando a lugar nenhum, tornando-se somente uma simpática comédia dramática que, se não é um primor, ainda consegue seduzir mais do que muitas produções mais caras e pretensiosas.

    Em tempo: caso você não consiga assistir a A Oitava Cor do Arco-Íris no cinema, o filme está na grade de programação do Canal Brasil.

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