A OUTRA (1999)

A OUTRA (1999)

(El Akhar)

1999 , 105 MIN.

Gênero: Romance

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Youssef Chahine

    Equipe técnica

    Roteiro: Khaled Youssef, Youssef Chahine

    Produção: Gabriel Khoury, Humbert Balsan, Marianne Khoury

    Fotografia: Mohsen Nasr

    Trilha Sonora: Yehia Chahine

    Estúdio: Ognon Pictures

    Elenco

    Hanan Tork, Hani Salama, Lebleba, Mahmoud Hemida, Nabila Ebeid

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com cinco anos de atraso, chega ao Brasil mais um filme do roteirista e diretor egípcio Youssef Chahine, o mesmo de O Destino, que estreou por aqui em 1998. Agora, o premiado cineasta traça uma espécie de Romeu & Julieta muçulmano, ao contar a história de amor entre Adam (Hani Salama) e Hanane (Hanan Tork). Ele, filho de egípcio e norte-americana, é um estudante de família rica, que desenvolve uma tese sobre terrorismo na Universidade da Califórnia. Ela, jornalista cheia de idealismos, é uma eterna militante a favor das minorias e da justiça social. Lembra a música "Eduardo e Mônica". Ambos vão se apaixonar tendo como pano de fundo o processo de globalização que mina as culturas milenares em detrimento da ganância e das facilidades comerciais do planeta. A "outra" do título não é nenhuma amante, como se poderia supor, mas a própria mãe de Adam, uma perua da alta sociedade entalada até o pescoço com seus problemas edipianos.

    Ambientar uma trama romântica em pleno Egito, e ainda por cima sugerindo toda esta discussão sobre globalização, religião e cultura, até que é um bom ponto de partida. Porém, a direção de Chahine é tão infantil, as interpretações são tão exageradas, que todas as boas intenções do roteiro rolam água abaixo. O filme tem todo o pique de novelão venezuelano, com alguns diálogos infantis e uma atuação constrangedora de Nabila Ebeid como a mãe de Adam. O estilo é das produção indianas de "Bollywood", melodramáticas, açucaradas ao extremo, com alguns momentos musicais e um indisfarçável tom "fake".

    Vale somente pela curiosidade de ser uma produção egípcia, verdadeira raridade não só nos cinemas do Brasil como do mundo todo.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus