A PAIXÃO DE CRISTO

A PAIXÃO DE CRISTO

(The Passion Of The Christ)

2004 , 127 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/03/2004

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mel Gibson

    Equipe técnica

    Roteiro: Benedict Fitzgerald, Mel Gibson

    Produção: Bruce Davey, Mel Gibson, Stephen McEveety

    Fotografia: Caleb Deschanel

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Icon Entertainment International

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Abel Jafri, Abraam Fontana, Adel Bakri, Adel Ben Ayed, Aleksander Mincer, Andrea Coppola, Andrea Refuto, Angelo Di Loreta, Antonello Iacovone, Arianna Vitolo, Chokri Ben Zagden, Christo Jivkov, Claudia Gerini, Daniela Poti, Danilo Di Ruzza, Danilo Maria Valli, Dario D'Ambrosi, Davide Marotta, Emanuele Gullotto, Emilio De Marchi, Evelina Meghnagi, Fabio Sartor, Federico Pacifici, Francesco Cabras, Francesco De Rosa, Francesco De Vito, Francesco Gabriele, Francis Dokyi, Franco Costanzo, Gabriella Barbuti, Giacinto Ferro, Giovanni Capalbo, Giovanni Vettorazzo, Giuseppe Lo Console, Hristo Shopov, Ivan Gaudiano, Jarreth J. Merz, Jim Caviezel, Lello Giulivo, Lino Salemme, Luca De Dominicis, Luca Lionello, Lucia Stara, Luciano Dragone, Luciano Federico, Lucio Allocca, Maia Morgenstern, Matt Patresi, Mattia Sbragia, Maurizio Di Carmine, Michelle Bonev, Monica Bellucci, Nicola Tagarelli, Noemi Marotta, Nuot Arquint, Omar Capalbo, Ornella Giusto, Paco Reconti, Paolo Dos Santos, Pietro Sarubbi, Roberto Bestazzoni, Roberto Santi, Roberto Visconti, Romuald Andrzej Klos, Rosalinda Celentano, Rossella Longo, Sabrina Impacciatore, Sergio Rubini, Sheila Mokhtari, Ted Rusoff, Tom Shaker, Toni Bertorelli, Valerio Esposito, Valerio Isidori, Vincenzo Monti

  • Crítica

    19/03/2004 00h00

    A Paixão de Cristo é um filme violento? Pode até ser. Porém, menos violento que George W. Bush ou que a carga tributária brasileira. Afinal, trata-se de um filme que tem como tema principal uma das maiores violências já cometidas contra uma pessoa na história da humanidade. Como não poderia ser violento?

    Trata-se, antes de mais nada, de um filme belíssimo. A direção precisa e segura de Mel Gibson faz desfilar pela tela imagens das mais fortes, das mais realistas e das mais emocionantes. A direção de arte é fantástica. Trabalhando com uma fotografia em tons pastéis, de matizes escurecidas, A Paixão de Cristo nos transporta para o universo de dois milênios atrás. Como num sonho. Ou, no caso, como num pesadelo. A interpretação de Jim Caviezel é soberba e nenhum coadjuvante destoa. A excelente idéia de criar os diálogos em aramaico e latim dá ainda mais veracidade ao filme que não aborrece nem cai de ritmo em nenhum dos seus 127 minutos de projeção.

    Sim, A Paixão de Cristo é um drama clássico, convencional e tradicional. Não busca a inovação narrativa. E, dentro deste estilo, o mesmo usado por Coração Valente, Mel Gibson deita, rola e conquista a platéia. Um dos seus grandes méritos é não querer ficar explicando tudo para a platéia, "tim tim por tim tim". É um filmes de poucas palavras e muitas imagens.

    Todas aquelas passagens que nós acostumamos a ver nos épicos antigos estão lá: as 30 moedas de Judas, a última ceia, a negação de Pedro, a esponja de água na beira da lança, a coroa de espinhos, os soldados romanos se divertindo, o lavar as mãos de Pilatos. Tem vezes que a gente fica até procurando o Charlton Heston num cantinho da tela. Mas não espere um épico com sabor de "Sessão da Tarde": o poder narrativo que Gibson imprime em suas imagens fala mais alto e mais forte do que tudo.

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