A PANTERA COR-DE-ROSA 2

A PANTERA COR-DE-ROSA 2

(Pink Panther 2)

2008 , 93 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 20/02/2009

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Harald Zwart

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael H. Weber, Scott Neustadter, Steve Martin

    Produção: Robert Simmonds

    Trilha Sonora: Christophe Beck

    Estúdio: Columbia Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Aishwarya Rai, Alfred Molina, Andy Garcia, Emily Mortimer, Jean Reno, John Cleese, Steve Martin, Yuki Matsuzaki

  • Crítica

    20/02/2009 00h00

    A Pantera Cor-de-Rosa 2, décimo filme protagonizado pelo inspetor Jacques Clouseau, nada mais é do que a continuação dessa nova franquia do personagem, pontuada pela atuação de Steve Martin como o atrapalhado inspetor. E, de fato, a mudança do ator é fator que muda completamente os rumos desta franquia atual à original, protagonizada por Peter Sellers. Os tempos mudaram e as demandas do público também.

    Continuação do longa de 2006, A Pantera Cor-de-Rosa 2 traz o inspetor de volta à ativa quando um conhecido ladrão de luxo conhecido como Tornado volta a atacar, roubando uma série de relíquias históricas ao redor do mundo, ameaçando também o diamante rosa que dá nome ao filme. Como resposta, as autoridades mundiais escalam um time de investigadores para descobrir a identidade do larápio: o italiano Vicenzo (Andy Garcia), o inglês Pepperidge (Alfred Molina), o japonês Kenji (Yuki Matsuzaki) e a bela Sonia (Aishwarya Rai Bachchan), profunda conhecedora dos costumes de Tornado. O Inspetor Chefe Dreyfus (John Cleese, que substitui Kevin Kline no papel) é obrigado a tirar Clouseau do ostracismo como policial de trânsito quando é obrigado a apontá-lo como o representante francês nesse time. As investigações dão terreno de sobra para que o atrapalhado investigador possa conduzir suas trapalhadas, humilhando não somente a si mesmo, mas também seus colegas.

    Assim como no primeiro filme, a única graça está na atuação de Martin, que encontra no inspetor francês uma bela oportunidade de exercitar seu talento no humor exagerado, centrado o sotaque do personagem. Não falta a piada do inspetor tentando falar hamburguer, como no primeiro longa. Mas, ao explorar os mesmos elementos do primeiro filme, A Pantera Cor-de-Rosa 2 não empolga. A inclusão novos personagens não acrescenta muito ao roteiro - escrito pelos estreantes Scott Neustadter e Michael H. Weber, além de Martin -, que se torna repetitiva ao reciclar os mesmos elementos de narrativa do primeiro filme.

    As situações vergonhosas nas quais o protagonista se insere são exageradas demais, beirando o surreal. Claro, o fato dele ter uma professora de bons modos para que deixe de cuspir frases politicamente incorretas é uma brincadeira esperta ao explorar o fato de que, hoje em dia, comediantes precisam prestar atenção em não ofender ninguém em tempos tão sensíveis. Mas A Pantera Cor-de-Rosa 2 não consegue arrancar mais do que alguns sorrisos amarelos, representando um fraco exemplo do que Steve Martin é capaz de fazer para conseguir fazer o espectador rir.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus