A PROFECIA (2006)

A PROFECIA (2006)

(The Omen (2006))

2006 , 108 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • John Moore

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan McDermott

    Produção: Glenn Williamson, John Moore

    Fotografia: Jonathan Sela

    Trilha Sonora: Jerry Goldsmith, Marco Beltrami

    Elenco

    David Thewlis, Julia Stiles, Liev Schreiber, Mia Farrow, Seamus Davey-Fitzpatrick

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Há exatos 30 anos, foi lançado nos cinemas um dos maiores clássicos do terror: A Profecia. Dirigido por Richard Donner, o filme marcou o gênero de horror também por render mais de US$ 60 milhões somente nos EUA (cifra bastante polpuda se pensarmos nos padrões monetários da época). Esta introdução pode parecer inútil se você já conhece o genial filme que deu origem a esta refilmagem. Mas existe toda uma geração que não o conhece e é especialmente para esse público que A Profecia é destinado.

    A profecia do título está relacionada ao nascimento do anti-Cristo, conforme prevista na Bíblia. Sua ascensão deve acontecer em uma data bastante cabalística: 6 de junho de 2006. Ou 06/06/06. E, como Iron Maiden já disse, 666 é o número da Besta. A ação acontece cinco anos antes, em Roma, onde nasce o filho de Robert (Liev Schreiber) e Katherine Thorn (Julia Stiles). Norte-americanos, estão na cidade porque Robert é assistente do embaixador dos EUA. Só que o filho dos dois morre logo após o parto e o padre do hospital propõe que Robert adote um bebê que nascera na mesma hora cuja mãe morreu. Com medo da reação de Katherine ao saber que perdeu o filho e, possivelmente, a possibilidade de engravidar novamente, Robert concorda com a adoção, mas não conta à esposa. A bela criança cresce, mas, em sua festa de cinco anos, coisas estranhas começam a acontecer. A babá de Damien (o estreante e assustador Seamus Davey-Fitzpatrick) comete suicídio no meio da festinha, na frente de todos os convidados. Drama? É só o começo. Ao mesmo tempo em que situações bizarras acontecem cada vez mais, o padre Brennan (Pete Postlethwaite) passa a perseguir Robert a fim de alertá-lo em relação à profecia. É quando começa uma verdadeira saga pela Europa. Robert, convencido de que a história que o padre Brennan contou é verdade, após algumas confirmações, une-se ao fotógrafo Keith (David Thewlis) numa jornada em busca das adagas que podem acabar com o anti-Cristo, mesmo ele sendo apenas uma criança. Um fato que agrava a situação é a contratação de uma nova babá. A senhorita Baylock (Mia Farrow) é enviada pelo demônio para proteger o menino. Literalmente.

    Nessa verdadeira moda de se produzir refilmagens, A Profecia cai como uma luva. A direção de John Moore é segura, cheia de classe e estilo. O roteiro, escrito por David Seltzer (que também assina o texto do primeiro filme) é muito parecido com o de 1976. Claro que há algumas adaptações para contextualizá-lo em nossa época - como os sinais do Apocalipse descritos na Bíblia e interpretados em acontecimentos atuais. Mas os fatos da história são os mesmos. Por isso, a produção pode não funcionar muito bem com quem já conhece o longa original. Os sustos são previsíveis para esse público. Mesmo assim, Moore é capaz de envolver o espectador de uma forma soberba. Apesar de usar de alguns clichês do gênero - como a chuva intermitente pontuando os momentos mais tensos -, o diretor chega a algumas conclusões na direção de arte que fazem com que esta refilmagem seja especial. Vale destacar, também, a escolha de Seamus Davey-Fitzpatrick para o papel de Damien. Apesar de entrar mudo e sair calado - seria generosidade dizer que o menino fala mais do que cinco frases durante o filme -, ele é capaz de ser assustador. Bastante assustador. Isso trabalhando somente o olhar ambíguo, ao mesmo tempo doce e diabólico. Para os fãs do cinema de terror dos anos 60 e 70, a presença de Mia Farrow causa um sorriso no rosto. Afinal, foi em O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, que ela se tornou conhecida.

    A Profecia não decepciona tanto os fãs do original quanto os de terror em geral. É um filme de terror elegante, como os feitos antigamente, na época em que o anterior foi lançado. Nada de centenas de litros de sangue (só algumas dezenas, na verdade), nem assassinos em série esquartejando pessoas. O assassino em série aqui é o Diabo. Tem algo mais assustador e cheio de classe do que isso?

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus