A PROFESSORA DE PIANO

A PROFESSORA DE PIANO

(La Pianiste)

2001 , 130 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Haneke

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Haneke

    Produção: Christine Gozlan, Michael Katz, Veit Heiduschka, Yvon Crenn

    Fotografia: Christian Berger

    Elenco

    Anna Sigalevitch, Annie Girardot, Benoit Magimel, Cornelia Köndgen, Isabelle Huppert, Susanne Lothar

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem viu Violência Gratuita e Código Desconhecido já sabe o que esperar do diretor alemão Michael Haneke: um estilo cruelmente frio, direto, sem subterfúgios cinematográficos. Invariavelmente, um soco no estômago. A fórmula se repete com sucesso no drama A Professora de Piano, filme vencedor de três prêmios importantes no Festival de Cannes: melhor atriz para Isabelle Hupert (de Madame Bovary e Separação), melhor ator para Benoît Magimel (de O Ódio) e Prêmio Especial do Júri.

    Isabelle vive o papel de Erika, a professor do título, que divide o apartamento com sua possessiva mãe (a veterana Annie Girardot, de Rocco e Seus Irmãos). Entre elas reina um forte clima de tensão violenta, que não raramente explode em desrespeito e autoritarismo. Durante um recital, Erica conhece o jovem Walter (Magimel), que passa a assediar a balzaquiana pianista. Tal assédio desperta na professora uma fúria de sentimentos represados. Uma perturbada mistura de amor e ódio que se manifesta das maneiras mais inesperadas e incoerentes. Ao mesmo tempo contida e exuberante, Isabelle está perfeita no papel. Sua atuação convincente é uma das principais forças principais do filme, que se equilibra perigosamente sobre a fina linha que divide o trágico do inacreditável.

    As frustrações que se transformam em atos de violento inconformismo deixam a platéia num clima de constante tensão. Para isso, Haneke segura a narrativa com mão-de-ferro, não deixa a ação descambar para a violência fácil, ao mesmo tempo em que prende nas gargantas de seus personagens principais um grito sufocado que parece impossível de ser expelido. Este é o clima de A Professora de Piano. Um cruel exercício de sensações sufocadas, num filme que não faz nenhuma questão de ser facilmente consumido.

    16 de janeiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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