A PROMESSA (2005)

A PROMESSA (2005)

(Wu ji/ The Promise)

2005 , 102 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 22/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kaige Chen

    Equipe técnica

    Roteiro: Kaige Chen

    Produção: Dong-ju Kim, Ernst Etchie Stroh, Hong Chen, Sanping Han

    Fotografia: Peter Pau

    Trilha Sonora: Klaus Badelt

    Elenco

    Cecilia Cheung, Cheng Qian, Dong-Kun Jang, Hiroyuki Sanada, Hong Chen, Nicholas Tse, Ye Liu

  • Crítica

    22/12/2006 00h00

    Não há como negar que A Promessa é um filme corajoso. Com um conceito estético que remete aos épicos modernos de Yimou Zhang, como Herói e O Clã das Adagas Voadoras, esta superprodução com roteiro e direção assinados por Kaige Chen - que "conquistou a América" em 1993 com Adeus, Minha Concubina - ganha a marca do filme mais caro produzido na China (US$ 35 milhões), mas está longe de ser o melhor. Muito pelo contrário: exagerada em todos os sentidos, a produção faz com que o próprio espectador sinta vergonha pelo filme. Sabe como é essa situação? O que é uma pena, pois, como foi dito, trata-se de um filme corajoso, mas que erra na dosagem em todos os aspectos, seu maior problema.

    O filme começa durante um conflito na China. Uma garotinha pobre rouba um pão da mão de um soldado morto (a pergunta é: por que um soldado estaria segurando um alimento antes de morrer numa batalha?). No meio de tanta miséria e violência, ela tem a visão de uma espécie de anjo, que lhe promete todas as riquezas e conforto do mundo, mas ela deve abdicar da chance de ser amada por qualquer homem. Proposta tentadora, já que garotinhas de menos de dez anos que estão com fome preferem comida a serem amadas, correto? Evidente. A menina cresce e, alguns anos depois, também acompanhamos a história do general Guangming (Hiroyuki Sanada, de O Samurai do Entardecer) que, ao liderar uma batalha e vencê-la com a ajuda do escravo Kunlun (Jang Dong-Kun), acaba tendo seu caminho cruzado com a concubina Qingcheng (Cecilia Cheung). Tanto o general quanto o escravo se apaixonam pela bela moça, assim como o vilão Wuhuan (Nicholas Tse). Esses três homens lutam pelo amor da jovem, sem saber que ela está amaldiçoada a viver tragédias após tragédias em se tratando dos homens em sua vida. A não ser que o tempo volte para trás: essa é a única maneira de quebrar o feitiço do anjo das roupas vaporosas que apareceu no começo da produção.

    A história de A Promessa é uma verdadeira bagunça. A direção de arte é tão exagerada que poderia ter sido aplicada na concepção estética de um desfile de escola de samba. Na verdade, não é somente na estética que o filme exagera, mas também nas atuações. O que há em excesso visualmente falta no roteiro. Superficial, deixa diversas questões em aberto: não se sabe por que o país está sempre em conflito, por exemplo. O filme tem alguns belos efeitos especiais, mas cansa por ser tão carregado e pesado visualmente. O que é uma pena, pois A Promessa tem potencial, totalmente desperdiçado por um excesso de pretensão, inversamente proporcional ao material disponível.

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