Pôster de A Quinta Onda

A QUINTA ONDA

(The 5th Wave)

2016 , 112 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 21/01/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • J Blakeson

    Equipe técnica

    Roteiro: Susannah Grant

    Produção: Graham King, Matthew Plouffe, Tim Headington, Tobey Maguire

    Fotografia: Enrique Chediak

    Trilha Sonora: Henry Jackman

    Estúdio: Columbia Pictures, GK Films, Living Films, Material Pictures

    Montador: Paul Rubell

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Alex Roe, Bailey Anne Borders, Charmin Lee, Chelsea Hayes, Chloë Grace Moretz, Dave Maldonado, Derek Roberts, E. Roger Mitchell, Gabriela Lopez, Liev Schreiber, Madison Staines, Maggie Siff, Maika Monroe, Marc John Jefferies, Maria Bello, Matthew Zuk, Nadji Jeter, Nick Robinson, Parker Wierling, Paul Ryden, Ron Livingston, Talitha Bateman, Terry Serpico, Tony Revolori, Zackary Arthur

  • Crítica

    21/01/2016 12h43

    Por Iara Vasconcelos

    Nos últimos anos, Hollywood descobriu o verdadeiro potencial das franquias adolescentes. Mas com a saturação desse gênero, a cada nova produção lançada a empolgação do público cai um pouco. Afinal, o que faz um filme se destacar do outro?

    Infelizmente, A Quinta Onda é mais um que segue o mesmo caminho das outras: É baseada em uma série de livros, dessa vez escrita por Rick Yancey, e traz como protagonista a nova namoradinha dos EUA, Chloe Grace Moretz. As semelhanças não param por aí. Apesar de não ser uma distopia, cenário comum nas produções do tipo, o longa consegue ser clichê em todos os elementos de uma ficção cientifica.

    Na trama, a jovem Cassie Sullivan (Moretz) leva a vida típica de uma adolescente norte-americana, mas vê seu mundo se transformar depois que a Terra sofre uma série de ataques alienígenas, manifestados em cinco ondas, no melhor estilo "pragas do Egito". Na primeira onda de ataques, a eletricidade do planeta é cortada, deixando todos sem nenhum sinal de internet ou televisão - um verdadeiro desastre para o mundo moderno, principalmente para uma adolescente.

    Na segunda onda, um tsunami de grandes proporções consegue varrer 40% da população mundial. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Já na quarta onda, os alienígenas conseguem se infiltrar entre os humanos, e chamados de "Os Outros", espalhando o sentimento de desconfiança, já que eles seriam capazes de dizimar os sobreviventes.

    Com o caos instaurado, Cassie acaba se separando do irmão mais novo, levado a um campo de treinamentos do Exército dos EUA. Se não bastasse a tensão da procura por ele e a solidão, a quinta onda está cada vez mais próxima de se manifestar, colocando mais um obstáculo na jornada da menina.

    Cassie não protagoniza grandes cenas de ação, já que seria contraditório que uma adolescente - agindo puramente com seu instinto de sobrevivência - fosse uma guerreira durona, mas mesmo assim o longa não consegue explicar como ela aprendeu a usar tão bem armas militares, já que não teve nenhum treinamento para tal e até foi relutante ao receber um revólver de seu pai, como acontece em uma das cenas.

    A construção superficial da personagem ainda esbarra no foco excessivo de um cansativo triângulo amoroso, formado por ela, pelo colega de classe e garoto mais popular da escola Ben Parish (Nick Robinson) e pelo misterioso Evan Walker (Alex Roe), que a ajuda na procura pelo irmão. Isso tirou do filme a oportunidade de desenvolver um lado mais maduro e até social. O longa mostra que o militarismo pode ser tirano e trata sobre o egoísmo dos seres humanos, que destroem a Terra e seu ecossistema, mas ficam ultrajados pelos extraterrestres ocuparem territórios para fins utilitaristas, um verdadeiro paradoxo. A trama não explora esse tom questionador como deveria, transformando o filme em apenas mais um romance juvenil.

    A Quinta Onda não evita os estereótipos do gênero perde a oportunidade de ser mais político em seu enredo. É uma pena que os cineastas acreditem que o público adolescente não tenha capacidade de apreciar uma trama mais elaborada e continue vendendo clichês açucarados achando que, dessa forma, a bilheteria estará garantida. Quem perde é o cinema.

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