A RAINHA DOS CONDENADOS

A RAINHA DOS CONDENADOS

(Queen of the Damned)

2002 , 101 MIN.

Gênero: Terror

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Rymer

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Petroni, Scott Abbott

    Produção: Jorge Saralegui

    Fotografia: Ian Baker

    Trilha Sonora: Jonathan Davis, Richard Gibbs

    Estúdio: Village Roadshow Productions, Warner Bros

    Elenco

    Aaliyah, Claudia Black, Lena Olin, Marguerite Moreau, Renee Quast, Stuart Townsend, Vincent Perez

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O ator irlandês Stuart Townsend vai se lamentar eternamente. Ele deixou de pegar o papel de Aragorn, no megassucesso O Senhor dos Anéis, e acabou vivendo o vampiro Lestat no trágico (em vários sentidos) A Rainha dos Condenados. Já Tom Cruise teve muito mais sorte: ele se recusou a viver novamente o mesmo personagem que já havia interpretado em Entrevista Com o Vampiro. Saiu-se bem: A Rainha dos Condenados é – sem trocadilhos – um horror. O roteiro é fraco, a produção é “over”, a bilheteria nos EUA foi um fracasso (seu custo de R$ 35 milhões não foi sequer igualado) e, pior de tudo, a jovem atriz Aaliyah morreu num acidente de avião em 25 de agosto do ano passado, antes mesmo do filme estar concluído. É a maldição do vampiro em toda a sua dimensão.

    Baseado no livro de Anne Rice, a mesma autora de Entrevista Com o Vampiro, A Rainha dos Condenados mostra Lestat inconformado com seu destino milenar de viver na obscuridade. Vaidoso, ele rompe com a tradição e decide se mostrar ao mundo. E, para isso, nada melhor que se tornar um astro do rock. Com a ambição à flor da pele, Lestat tenta uma aliança de poder com a Akasha (papel de Aaliyah), rainha vampira do antigo Egito, com poderes destrutivos praticamente ilimitados. Mas há uma legião de vampiros que desaprova esta união. O conflito será inevitável.

    A explosiva mistura de sangue, vampirismo e rock’n’roll faz de A Rainha dos Condenados um filme com endereço bem definido: o jovem “clubber”, o amante do gótico e dos quadrinhos de terror.

    Exagerado e barulhento, ele tem tudo para agradar à rapaziada viciada em multiplex e para espantar quem prefere um estilo mais sóbrio de se fazer cinema.

    7 de maio de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus