A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER - PARTE 2

A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER - PARTE 2

(The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)

2012 , 117 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/11/2012

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Bill Condon

    Equipe técnica

    Roteiro: Melissa Rosenberg

    Produção: Karen Rosenfelt, Stephenie Meyer, Wyck Godfrey

    Fotografia: Guillermo Navarro

    Trilha Sonora: Carter Burwell

    Estúdio: Summit Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Alex Meraz, Amadou Ly, Andrea Gabriel, Angela Sarafyan, Anna Kendrick, Ashley Greene, Bill Tangradi, Billy Burke, Booboo Stewart, Bronson Pelletier, Cameron Bright, Casey LaBow, Charlie Bewley, Chaske Spencer, Christian Camargo, Christine Craft Regusa, Christopher Heyerdahl, Dakota Fanning, Daniel Cudmore, Elizabeth Reaser, Erik Odom, Guri Weinberg, Jackson Rathbone, Jamie Campbell Bower, Janelle Froehlich, JD Pardo, Joe Anderson, John Edward Lee, Judith Shekoni, Julia Jones, Kellan Lutz, Kiowa Gordon, Kristen Stewart, Lateef Crowder, Lee Pace, Lisa Howard, Mackenzie Foy, Maggie Grace, Marisa Quinn, Marlane Barnes, Masami Kosaka, Mía Maestro, Michael Sheen, MyAnna Buring, Nikki Reed, Noel Fisher, Omar Metwally, Patrick Brennan, Peter Facinelli, Rami Malek, Robert Pattinson, Salomon Passariello, Tammi Arender, Taylor Lautner, Tinsel Korey, Toni Trucks, Tony Bentley, Tracey Heggins, Ty Olsson, Valorie Curry, Vivian Fleming-Alvarez

  • Crítica

    15/11/2012 01h50

    O último e aguardado filme da Saga Crepúsculo chega às telas trazendo duas grandes surpresas para seu público. A primeira é uma batalha campal de deixar o espectador com os dedos fincados no braço da poltrona: os Cullens e companhia enfrentam o poderoso clã dos Volturi num embate encarniçado que deixa muitas baixas pelo caminho. Não há condescendência e, mesmo estando o público ciente que o bem prevalecerá, não será sem sofrimento e perdas.

    Logo após a tensão e drama desse momento, que me fez acreditar que a franquia havia chegado a um desfecho honesto e corajoso, respeitando a inteligência de seu público, vem a segunda surpresa. Essa é uma espécie de banho de água fria em algum riacho gélido de Forks. Algo que não posso detalhar aqui para não estragar o assombro do espectador diante da novidade, mesmo que esta esteja longe de ser bem-vinda. O que posso dizer é que essa falta de atrevimento narrativo só ratifica a série Crepúsculo como uma das mais caretas de todos os tempos.

    Amanhecer – Parte 2 começa exatamente onde terminou o último filme. Após quase perder a vida ao dar à luz Renesmee, Bella é finalmente transformada em vampira. O começo do filme é dedicado a divertir os fãs mostrando o grande amor de Edward tendo de lidar com seus poderes recém-adquiridos. Sobra até para Jacob, que toma uma sova da mamãe vampira por ter tido um imprinting por sua filha – uma espécie de amor à primeira vista sem conotação sexual que faz o lobisomem se dedicar a proteger seu alvo.

    O conflito se dá quando os Volturi acham que Bella e Edward são pais de uma criança imortal, o que é considerado um crime grave entre a vampirada. Eles desconhecem que, na verdade, Renesmee foi concebida quando Bella ainda era humana, portanto, é meia mortal, meia imortal. Quando os Cullens descobrem que os Volturi estão indo puni-los pelo delito, resolvem reunir - entre seus amigos e familiares - testemunhas para convencer o clã italiano de que está equivocado. O problema é que Aro, o líder dos Volturi, parece mais interessado em aumentar o poder de sua família do que ser justo. Isso nos leva à boa surpresa supracitada.

    Crepúsculo de uma juventude

    Assisti a todos os filmes da franquia em sequência, um por dia, antes de ver a conclusão. Procurei identificar os pontos que fizeram de Crepúsculo um sucesso de público tão avassalador. O coroamento da história de amor de Edward e Bella começa, na verdade, com o êxito editorial da série de livros de Stephenie Meyer, que em pleno século 21 conseguiu tornar-se sucesso de vendas bebendo da fonte do Romantismo, movimento literário de surgiu na Europa da pós-Revolução Francesa.

    Trata-se de uma história de amor com toque sobrenatural, mas o fato é que este fica em segundo plano. O fio condutor dos livros e dos filmes é a paixão arrebatadora entre o casal, um amor idealizado, exacerbado, calcado no individualismo e egocentrismo - características marcantes do Romantismo - mas que também pode explicar a identificação fácil com o jovem atual, que parece gravitar em torno de seu próprio umbigo.

    Bella deseja Edward e isso é o que mais lhe importa, fazendo seu pai de gato e sapato ao longo dos filmes. Charlie é um personagem tão imaginário quanto os vampiros e lobisomens, pois, apesar de amar a filha, se mantém ao longo de toda trama numa postura passiva, numa espécie de sonho de consumo adolescente de alguém desejando fugir do controle dos pais.

    Para completar o pacote de atrativos para o público teen, principalmente as meninas, temos o amor idealizado e exagerado do casal de protagonistas. Edward mostra um cavalheirismo não condizente com nossa época: foge do contato físico e só pretende possuir sua amada após o casamento. Bella, por sua vez, parece saída de um romance do século XIX: jovem, inteligente e ao mesmo tempo humilde, amigável e dedicada. Desajeitada e tímida, conquista a adoração dos dois galãs da história, o que configura o desejo de qualquer menina que vive o drama de não se encaixar nos padrões de beleza e comportamento cada vez mais exigentes da sociedade atual.

    Stephenie Meyer buscou inspiração num movimento literário do passado para escrever seus best-sellers. O cinema enxergou o potencial da história e levou Edward e Bella às telas, transformando a Saga Crepúsculo em sucesso mundial. Um conto de fadas careta e anacrônico é o grande sucesso de bilheteria entre os jovens do século 21. Não me surpreenderia se, no futuro, acadêmicos se debruçassem sobre esse fenômeno e intitulassem algum trabalho com o nome “Crepúsculo de uma Juventude”.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus