A SENHA - SWORDFISH

A SENHA - SWORDFISH

(Swordfish)

2001 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dominic Sena

    Equipe técnica

    Roteiro: Skip Woods

    Produção: Joel Silver, Jonathan D. Krane

    Fotografia: Paul Cameron

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Estúdio: Silver Pictures

    Elenco

    Don Cheadle, Halle Berry, Hugh Jackman, John Travolta, Sam Shepard, Vinnie Jones

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem poderia dizer que depois do insosso 60 Minutos, o diretor Dominc Sena pudesse fazer um filme tão vibrante como A Senha: Swordfish? Coisas do cinema: sucessos e fracassos muitas vezes se alternam em velocidade espantosa.

    Recuperando-se totalmente do seu trabalho anterior, Sena agora conta a história de Gabriel (John Travolta), um misterioso milionário com nome de anjo anunciador, que tem um plano megalômano para se tornar mais milionário ainda. A idéia é subtrair virtualmente uma astronômica quantia de dinheiro de dentro dos próprios cofres do governo americano. Para isso, porém, Gabriel precisará da ajuda de Stanley (o “Wolverine” Hugh Jackman), considerado o melhor hacker do mundo.

    Não convém contar mais sobre a trama. A história criada pelo novato Skip Woods (antes, ele só havia escrito o roteiro de Thursday, um thriller inédito no Brasil) é cheia de surpresas e reviravoltas. Um jogo de aparências e traições repleto de nuances e levado para as telas graças a um generoso orçamento de US$ 80 milhões, ainda não recuperados nas bilheterias dos EUA.

    Há duas maneiras básicas de curtir o filme: de um lado, ele é um fascinante jogo psicológico entre as fortes personalidades da dupla central. São dissimulações, pressões, armadilhas e atitudes que ratificam os talentos de Travolta e Jackman, mediados por uma fortíssima presença feminina: Ginger, papel da sensual Hale Berry (a “Tempestade” de X-Men). Por outro lado, A Senha: Swordfish pode ser encarado também como simplesmente uma grande aventura a ser consumida com pipoca. A leitura é rasa, mas válida, para quem prefere não pensar muito quando vai ao cinema.

    Quem for assistir ao filme apenas em busca de aventura e efeitos especiais não vai se decepcionar. Afinal, um dos produtores é Joel Silver, responsável por grandes sucessos do gênero como as séries Duro de Matar e Máquina Mortífera, entre outros. Aqui, novamente Silver se supera. Primeiro ao produzir uma antológica cena de fuga envolvendo um ônibus pendurado num helicóptero. Depois, por iniciar o filme de maneira espetacular, filmando um assalto a banco com nada menos que 135 câmeras. Uma cena que demorou três meses para ser filmada. Matrix perde.

    13 de agosto de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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