A SOMA DE TODOS OS MEDOS

A SOMA DE TODOS OS MEDOS

(The Sum Of All Fears)

2002 , 124 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Phil Alden Robinson

    Equipe técnica

    Roteiro: Daniel Pyne, Paul Attanasio

    Produção: Mace Neufeld

    Fotografia: John Lindley

    Trilha Sonora: Jerry Goldsmith

    Estúdio: Paramount Pictures

    Elenco

    Alan Bates, Ben Affleck, Bruce McGill, James Cromwell, Jamie Harrold, Liev Schreiber, Morgan Freeman, Philip Baker Hall

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    1973. Forças árabes abatem um avião israelense que carregava uma bomba atômica. Ela não detona. O avião permanece perdido no deserto. Quase 30 anos depois, a bomba cai nas mãos de um grupo de extrema direita que tem planos de desestabilizar a ordem mundial. A idéia é provocar uma guerra nuclear entre EUA e Rússia. Está dado o pontapé inicial para mais um filme de espionagem internacional, realizado a partir de um livro de Tom Clancy.

    A Soma de Todos os Medos retoma o personagem Jack Ryan, vivido por Alec Baldwin em Caçada ao Outubro Vermelho, por Harrison Ford em Perigo Real e Imediato e Jogos Patrióticos e, agora, por Ben Affleck. Desta vez, o conhecido agente da CIA ganha importância fundamental dentro do governo dos Estados Unidos por ter se tornado um especialista no estudo e na espionagem de Nemerov (o ator irlandês Ciarán Hinds), justamente o homem que acaba de se tornar presidente da Rússia. Ryan é levado até as mais altas esferas do poder pelas mãos do agente Cabot (Morgan Freeman), homem de confiança do próprio presidente.

    Quem já viu os outros filmes baseados na obra de Clancy (aqui também atuando como produtor executivo) já sabe o que esperar de A Soma de Todos os Medos. Intrigas internacionais, política de bastidores, espionagem nos mais altos escalões. Nada a ver com a ação incessante de James Bond. Tudo a ver com diálogos afiados, raciocínios rápidos e decisões que caminham milimetricamente pela fina linha que separa o planeta da destruição armada. Entrar no cinema um pouco distraído para ver A Soma de Todos os Medos pode significar perder rapidamente o fio da meada do roteiro. Toda palavra conta. Não há diálogo sem importância.

    A principal vantagem do filme é não se render às fáceis simplificações patrióticas que costumam contaminar este tipo de enredo. Pelo contrário: desafiando as previsões mais pessimistas, que informavam que o filme sequer seria lançado após o impacto dos ataques de 11 de setembro, os produtores de A Soma de Todos os Medos decidiram não somente colocá-lo em mais de três mil telas pelo país, como também não promover alterações em sua montagem final. É verdade que no livro os vilões são árabes, enquanto no filme eles são neofascistas, mas esta alteração foi feita no roteiro muito antes de 11 de setembro do ano passado.

    A ousadia está dando resultados: A Soma de Todos os Medos faturou mais de US$ 30 milhões (quase a metade de seu custo) logo no seu final de semana de estréia nos cinemas norte-americanos.

    12 de junho de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus