A SOMBRA DO INIMIGO

A SOMBRA DO INIMIGO

(Alex Cross)

2012 , 101 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 07/12/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Cohen

    Equipe técnica

    Roteiro: baseados na obra de James Patterson, Kerry Williamson, Marc Moss

    Produção: Bill Block, James Patterson, Leopoldo Gout, Paul Hanson, Randall Emmett

    Fotografia: Ricardo Della Rosa

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Envision Entertainment Corporation, IAC Productions, James Patterson Entertainment, QED International

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Abe Larkin, Allan Biggins, Andrew Freij, Bill Lumbert, Bonnie Bentley, Brandon Landers, Brian Jackson, Carmen Dee Harris, Carmen Ejogo, Chad Lindberg, Chris Wallis, Christian Mathis, Christopher Stadulis, Cicely Tyson, DaJuan Rippy, Darcy Leutzinger, Edward Burns, Elias Bahri, George Clements, Giancarlo Esposito, Ingo Rademacher, Jairus Devon Hill, Janine Sarnowski, Jean Reno, Jeff Coopwood, Jennifer Ann Davies, Jessalyn Wanlim, John C. McGinley, Jojuan Westmoreland, Julie Ariane Russell, Kaidy Kuna, Keith Cameron, Kevin Hall, Krishawn Peace, Marcelo Tubert, Mark Hicks, Matt Frieden, Matthew Fox, Rachel Nichols, Rance Martin, Rebecca Marks, Robert Forte Shannon III, Ron Causey, Ron Heisler, Sayeed Shahidi, Shawn Michelle, Sherry Hudak-Weinhardt, Simenona Martinez, Simon Rhee, Stephanie Jacobsen, Steven Hauptman, Timothy J. Richardson, Tiren Jhames, Tyler Perry, Werner Daehn, Yara Shahidi

  • Crítica

    06/12/2012 13h44

    Por Daniel Reininger

    Rob Cohen (Velozes e Furiosos) conseguiu! A Sombra do Inimigo é forte candidato a pior filme do ano, a ponto até de dar pena de sua equipe de produção. A coisa é tão ruim que o drama/thriller policial/ ação/suspense (escolha um dos anteriores), inspirado nos livros de James Patterson, está mais para comédia trash, afinal, tudo na tela parece ser brincadeira de mau gosto. Pelo menos as chances para gargalhadas são inúmeras.

    O problema é que o longa deveria ser um thriller policial sério, mas se perde em dramas nonsenses, mistérios capazes de serem desvendados por crianças de 4 anos, momentos vergonha alheia e ação sonolenta. Pior, Matthew Fox, astro da série Lost, está perdido no papel do assassino profissional/serial-killer maluco que precisa infligir dor às suas vítimas para ficar feliz. Cada aparição sua é torturante, ainda mais para quem curtiu a série de TV.

    Para quem não se lembra, o detetive Dr. Alex Cross já foi interpretado por Morgan Freeman em Na Teia da Aranha e Beijos Que Matam, filmes mais dignos do perspicaz personagem literário. Aqui, o brilhante investigador (Tyler Perry) é retratado anos antes de entrar para o FBI, em seus dias como policial de Detroit. Ele é colocado na trilha do assassino conhecido como Picasso (Fox), contratado para dar fim à vida de altos executivos de uma corporação.

    A premissa é ok, mas Cohen parece comprometido a autossabotar a produção. O diretor não consegue construir corretamente cenas de suspense, nem fazer as de ação parecerem minimamente plausíveis. Tudo foi feito às pressas, o resultado é visual antigo, fotografia batida e embassada, falta de iluminação, efeitos baratos, câmera tremida, enredo e diálogos fracos e planos furados.

    Para piorar, o longa apresenta uma das piores cenas de pancadaria já vistas em grandes produções de Hollywood – capaz de rivalizar com Hulk de Ang Lee. Nela, quando é possível ver algo, o policial fora de forma luta de igual para igual com o assassino treinado, o qual, alguns minutos antes, massacrou um lutador de MMA. Sentido pra que, não é? Em meio a tudo isso, apenas um único momento é legal mesmo e (quase) faz você pensar “agora sim a coisa vai melhorar” – só que não.

    Outro momento de ouro acontece durante a visita de Cross à cena do primeiro crime. O detetive, sem investigar absolutamente nada, detalha o que aconteceu alí quase de forma sobrenatural. O personagem é um grande detetive, não vidente. Além do mais, quando tenta fazer o perfil psicológico do assassino, erra por muito, com consequências desastrosas - tentativa falha de apimentar a trama. Como será que ele conseguiu aquele emprego no FBI, hein?

    As atuações não ajudam também. Tyler Perry não transmite o que há de interessante em Alex Cross e Mathew Fox, como disse lá no começo, nem mesmo tenta ser convincente como psicopata frio e sádico. Ah, e é claro, Jean Reno faz uma aparição inexplicável como industrial francês que já vale o ingresso.

    Preguiçoso em todos os aspectos, A Sombra do Inimigo consegue prender a atenção do espectador pela bizarrice e curiosidade de ver o que de pior pode vir pela frente – nisso, supera todas expectativas a cada cena. Só é estranho Nicolas Cage não estar no elenco - fica para a sequência.


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